Dois professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM) estão entre os vencedores da 29ª edição do Prêmio Paranaense de Ciência e Tecnologia. São eles Jesui Vergílio Visentainer, vencedor na categoria Pesquisador na área de Ciências Exatas e da Terra, e Debora de Mello Gonçalves Sant'ana, agraciada na categoria Extensionista, na área de Ciências da Saúde.

O secretário da Ciência, Tecnologia e Ensino Superior, João Carlos Gomes fez a entrega do Prêmio nesta quarta-feira (26) no Palácio Iguaçu. Além de certificado os vencedores recebem um prêmio em dinheiro que varia de R$ 11.195,12 a R$ 34.704,88, de acordo com a categoria. "Esta é mais uma importante iniciativa de valorização dos nossos pesquisadores, inventores e profissionais que contribuem para a divulgação do avanço da ciência em nosso estado. Temos hoje no Paraná uma das maiores premiações do país, o que reafirma que a Ciência, Tecnologia e o Ensino Superior são uma das prioridades do Governo do Estado", ressaltou o secretário.

O prêmio contempla as categorias Pesquisador, Extensionista, Estudante de Curso de Graduação, Inventor Independente e Jornalista. Duas áreas são premiadas a cada ano em um sistema de rodízio. Neste ano, os contemplados foram os pesquisadores das áreas de Ciências Exatas e da Terra e de Ciências da Saúde.

Reconhecimento - Jesui Visentainer enfatizou o reconhecimento do trabalho realizado como principal premiação. "Eu agradeço e parabenizo o Governo do Estado pela realização deste Prêmio que serve como grande motivação para os pesquisadores e também para os alunos e corpo técnico das universidades, que contribuem de alguma forma com a realização das pesquisas. Um país só se desenvolve através da Ciência e Tecnologia e os cientistas brasileiros precisam ser mais motivados", disse.

Destacando que a extensão universitária é um dos alicerces sobre o qual se sustenta o tripé que caracteriza as universidades brasileiras, a professora Débora Sant'ana comemorou a indicação do seu nome. "O prêmio é um importante reconhecimento às ações extensionistas, que levam o conhecimento produzido no meio acadêmico diretamente para a população, gerando inúmeros benefícios", disse.  E comentou que a premiação também é um estímulo para continuar investindo nos seus projetos.

A pró-reitora de Pesquisa e Pós-Graduação da UEM, Célia Regina Grahen Tavares, lembrou que este foi o segundo ano consecutivo que a Universidade de Maringá teve dois professores agraciados com o prêmio da Seti. Para a pró-reitora, isso aponta que a Universidade está no rumo certo dentro dos caminhos da ciência e da inovação. "Para a UEM e, em especial, para a Pró-Reitora Pesquisa e Pós-Graduação, o prêmio tem uma representatividade muito grande", frisou Célia Regina.

A Seti é a responsável pela organização e execução do prêmio. A avaliação dos concorrentes é realizada por especialistas em cada área do conhecimento, provenientes dos programas de excelência em pós-graduação nas diferentes áreas, de outros estados. "Nosso principal objetivo é estimular a produção científica e tecnológica paranaense. Podem se inscrever especialistas e estudantes vinculados a universidades e institutos de pesquisa; também inventores independentes e os jornalistas com reportagens de divulgação de pesquisas realizadas em nosso estado", explicou o coordenador de Ciência e Tecnologia da Seti, Evandro Razzoto.

Quem são os pesquisadores agraciados pela UEM

Doutor em Química de Alimentos pela Universidade Estadual de Campinas, Jesui Vergílio Visentainer tem um vasto currículo como pesquisador, atuando principalmente no doseamento dos constituintes lipídicos, ácidos graxos, fitosteróis e antioxidantes. Ele também é um dos inventores de um dispositivo inédito, sensível e portátil, que simplifica e barateia a coleta de amostras para espectrometria de massas, técnica que examina substâncias com precisão.

Professor do Departamento de Química da UEM, Jesui Visentainer também orienta alunos de mestrado e doutorado nos Programas de Pós-Graduação em Química e em Ciência de Alimentos. Entre 2010 e 2012, ele foi membro da comissão de avaliação dos Programas de Pós-Graduação de Alimentos. stricto sensu, na Capes.

Publicou quase uma dezena de livros, além de centenas de artigos científicos.

Debora de Mello Gonçalves Sant'ana graduou-se em Farmácia pela UEM. Doutora em Ciências Biológicas, ela atua no ensino de graduação na área de Morfologia, na pesquisa em neurogastroenterologia experimental e na extensão universitária em divulgação científica, especialmente no Museu Dinâmico Interdisciplinar da UEM.

É docente permanente dos Programas de Pós-Graduação em Biociências e Fisiopatologia e Biologia Comparada da UEM, orientando na linha de neurogastroenterologia e doenças parasitárias.

Tem experiência na área de Morfologia, atuando principalmente com neurônios entéricos e na área de Divulgação Científica, especialmente em museus de ciências e ensino de ciências. Merece destaque também seu trabalho como divulgadora de diferentes aspectos da neurociência, especialmente os relacionados a educação, por meio de palestras voltadas a diferentes públicos.

Participe e comente