Por volta das 21h10, Lenice Élida Rodrigues Sueberto, de aproximadamente 64 anos, foi atropelada na Avenida Colombo, em Maringá, quase em frente ao Moinho Vermelho, para onde estava indo participar do baile de formatura de uma turma de Direito da Faculdade Alvorada. A convidada teve fratura exposta na perna e foi encaminhada em estado gravíssimo ao hospital.

De acordo com a Polícia Rodoviária Federal (PRF), o acidente aconteceu na pista sentido Shopping Catuaí/Centro. Segundo relatos colhidos no local pelos policiais, o motorista do VW Golf mudou de faixa para desviar de uma pedestre, supostamente familiar da vítima, e acabou atingindo a senhora. O relatório dos PRFs também indica que, pelo ponto de parada do veículo e pela ausência de marcas de frenagem, o carro não estava acima da velocidade permitida na via, que é de 60 km/h. O motorista prestou atendimento e também fez o teste do bafômetro, que não acusou presença de álcool no sangue.

No carro, há marcas no para-brisas, indicando que a pedestre foi lançada sobre o veículo. Ela foi socorrida pelo Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) e pelo Serviço Integrado de Atendimento ao Trauma em Emergência (Siate) e teve fratura exposta da perna esquerda. A vítima foi encaminhada ao Hospital Metropolitano de Sarandi com nível baixo de consciência e está na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), onde está em sedação (uma espécie de coma induzido para o tratamento).

Em entrevistas em vídeo a blogs de informação da cidade, uma mulher que se apresentou como sobrinha da vítima reclama que cobraram da família o valor de R$ 25 para uma vaga no estacionamento e que não aceitaram cartão de crédito como forma de pagamento. Os manobristas, então, teriam dito à família que eles poderiam estacionar do outro lado, no acostamento. Logo após o carro parar no local para a descida dos convidados, aconteceu o acidente.

Segundo a Ônix Apoio para Eventos, empresa contratada para oferecer os serviços de manobrista, os funcionários relataram que uma família chegou ao estacionamento em um carro preto e disse que só tinha cartão de crédito como forma de pagamento. Os manobristas, então, teriam dito que era possível entrar e pagar depois. O motorista, no entanto, teria se recusado e informado que ligaria para um amigo que já estava lá dentro, para que ele pudesse emprestar o dinheiro. Antes que o amigo atendesse, um irmão do primeiro motorista chegou em um carro prata e não quiseram esperar e foram estacionar no acostamento, do outro lado da Avenida Colombo. Ainda segundo a empresa, em todos os convites estava especificado que o estacionamento era pago e tinha o valor de R$ 25.

 

Reprodução/ André Almenara
Marcas no para-brisas do carro indicam que a vítima foi lançada sobre o veículo

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