Com o recente ato de vandalismo na Câmara Municipal de Maringá, no qual um jovem quebrou a porta da frente do prédio ao arremessar um tijolo, os vereadores querem aumentar a segurança na casa legislativa. O presidente da Câmara, Mario Hossokawa, levantou a necessidade de trocar o sistema de segurança e pedir o apoio da Guarda Municipal.

Hossokawa lembrou que essa é a terceira vez que a Câmara é alvo de ataques. A primeira vez foi em 2011, quando foram efetuados disparos contra a Câmara. Em julho do ano passado, foi a vez do gabinete de Ulisses Maia, vereador na época, ser alvo dos disparos.

“É preocupante. Acreditamos que, desta vez, não tenha sido nada contra a Câmara ou contra um vereador, porque não votamos nada polêmico recentemente, mas, de qualquer forma, há casos de pessoas que entram nas escolas pra atirar; ali [no plenário], nós vereadores ficamos de costas, além disso há várias crianças, adolescentes estudantes e outras pessoas que estão frequentando as sessões. Não queremos que entre um louco lá e faça alguma coisa”, diz Hossokawa.

A prioridade, segundo o presidente da Câmara, é fazer uma licitação para trocar o sistema de filmagem. “O cidadão veio, ficou de frente para a câmera, mas a [resolução da] imagem é tão ruim, que não dá para ver quem é”, explica. Segundo ele, o sistema é antigo, instalado nos anos 80, e não cumprem mais o papel.

Outra ação que será solicitada, segundo Hossokawa, depende da Prefeitura. “Nos vamos solicitar o apoio durante as sessões e outros eventos, para que fique um guarda municipal na porta dos fundos da Câmara e também se é possível que fique um guarda ajudando na segurança durante a noite”.

BO

Conforme Mario Hossokawa, o boletim de ocorrência foi registrado nas polícias Militar e Civil e as imagens foram repassadas, mas não é possível identificar o autor do ato de vandalismo.

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