A Prefeitura de Maringá apura o pagamento irregular de horas extras, em 2013 e 2014, a funcionários da Guarda Municipal (GM). Foram abertas, no início deste mês, 80 investigações, sendo que 20 já se converteram em processos administrativos, que podem resultar em advertência ao servidor e até em exoneração. Outros foram arquivados.

A constatação de abusos veio à tona em julho de 2014, na gestão do ex-prefeito Roberto Pupin (PP), quando diversas cartas anônimas que denunciavam a prática foram distribuídas para membros da prefeitura. Desde então foram instauradas sindicâncias para apuração dos casos.

A diretora de Recursos Humanos, Vera Maria, explica que o levantamento feito pela comissão permanente do setor aponta um número exorbitante de horas extras. "Cerca de 80% dos funcionários faziam, nessa época, 40 horas extras mensais e isso ainda se repetia todos os meses, o que levanta dúvidas sobre a conduta dos funcionários, já que o serviço só pode acontecer em eventualidades necessárias", afirmou.

Os processos devem ser finalizados em 40 dias, conforme o secretário de Recursos Humanos, César França. "A investigação está em andamento desde 2014, então pedi prioridade para que os processos sejam concluídos o mais rápido possível", declarou.

A assessoria do ex-prefeito alegou que os processos administrativos não foram concluídos em sua gestão porque são demorados e dependem da comissão que está apurando. "É preciso ouvir todas as partes, já que os envolvidos têm direito à ampla defesa. A análise dos documentos também é demorada, o que justifica a retarda dos processos."

O Ministério Público do Paraná (MP-PR) está acompanhado as investigações.


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