O prefeito Ulisses Maia (PDT) reafirmou que não vai conceder reajuste da tarifa de ônibus porque o plano de melhorias apresentando pela Transporte Coletivo Cidade Canção (TCCC) é insatisfatório. O documento, entregue dia 30 de maio à prefeitura, atende ao pedido de instalação de wi-fi e câmeras em toda a frota, mas, segundo ele, deixa a desejar no quesito mais emergencial: a superlotação.

O prefeito exige mais linhas, mas a TCCC nega a superlotação. No plano de melhorias, a empresa disse ter notado o problema em duas linhas e sugeriu que o município contratasse uma consultoria para avaliar a situação. "A proposta é irrisória. Além da empresa não resolver os problemas, ainda quer que os investimentos realizados impactem no valor da tarifa."

Outro impasse apontado pelo prefeito é a falta de conforto nos ônibus. Segundo ele, os veículos têm chassi de caminhão, o que torna a viagem desconfortável. O ar-condicionado também é pedido da prefeitura, entretanto a TCCC considera a implantação complicada, pois o custo para instalação em toda a frota seria de R$ 19,575 milhões. A concessionária propôs um teste com seis ônibus nos corredores nas avenidas Morangueira e Kakogawa.

O administrador executivo da TCCC, Roberto Jacomelli, preferiu não se manifestar porque aguarda resposta por ofício da administração. A prefeitura informou que o documento é extenso e ainda está em análise.

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