O sábado (15) foi de muito trabalho para o Corpo de Bombeiros de Maringá. Em um intervalo de 8 horas e 40 minutos, as equipes tiveram que controlar nove incêndios ambientais e um em edificação. Um dos incêndios – no distrito de Iguatemi – levou cerca de três horas para ser controlado. Ninguém se feriu.

A primeira ocorrência foi notificada às 10h43 e a última chegou à central às 19h23. Segundo o tenente do Corpo de Bombeiros Alex Boni, várias unidades tiveram que ser empregadas para controlar os diversos focos de incêndio pela cidade. "Além das viaturas normais, deslocamos o caminhão de Iguatemi e o do Maringá Velho, e duas caminhonetes, com bombeiros que fizeram uma escala extra. É uma situação complicada, porque foram muitas ocorrências em um curto período de tempo. Se fôssemos mandar caminhão para tudo, Maringá ficaria sem ambulância", explica. O tenente conta também que o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) se prontificou a dar apoio nas situações de trauma, já que grande parte dos bombeiros estava apagando os incêndios.

Foram registrados incêndios ambientais em áreas de fundo de vale e de terrenos baldios de diferentes locais, como o Conjunto Requião, Cidade Alta e Itatiaia, Jardim Sumaré, Contorno Sul e no terreno do antigo Aeroporto de Maringá. "Nesse último, a gente teve o apoio da Defesa Civil, por causa da extensão das chamas. Tinha também bastante madeira no local, aí eles foram com maquinário, para espalhar aquelas madeiras, para que o fogo fosse controlado", diz Boni.

O único incêndio em edificação registrado na cidade foi em uma casa da Rua Peru, no Jardim Alvorada. Segundo o tenente Alex Boni, o morador disse que o incêndio foi criminoso e aconteceu após uma briga entre irmãos. O morador estava na casa e acionou o Corpo de Bombeiros.

Causas

Para Boni, esse não foi o único incêndio provocado pela ação humana no dia. "São vários fatores [que contribuem para o alto número de ocorrências desse tipo], mas o principal é o fator humano. As pessoas acumulam entulho nesses terrenos e depois ateiam fogo para fazer a limpeza e acabam provocando os incêndios. Claro que o vento e o tempo seco ajudam a propagar, mas geralmente o fogo inicia pela ação humana".

O tenente reforça que, para evitar situações como a de sábado, onde há muitos focos de incêndio que podem ter iniciado pela intervenção das pessoas, é preciso prevenir. "Além de não proceder a limpeza com fogo, a gente tem batido na tecla da importância da denúncia, pelo telefone 156 [Ouvidoria Municipal], das áreas que precisam de roçada ou que foram roçadas, mas que o mato está acumulado. Se pesar no bolso, quem sabe, as pessoas não tomam consciência do risco das atitudes delas?".

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