Uma empresa de Paranavaí que venceu o pregão para fornecer produtos de limpeza para uso em escolas municipais e unidades de saúde de Maringá é suspeita de entregar mercadoria falsificada para a Secretaria Municipal de Patrimônio, Compras e Logística (Sepat).

Após reclamações de servidores sobre a inconsistência do detergente, a administração fez novo pedido e constatou, nesta terça-feira (11), que o produto é incompatível com a amostra apresentada."A amostra é consistente, mas o produto é uma água", afirma o secretário da pasta Paulo Sérgio Larson Castens.

O detergente e a água sanitária entregues nesta terça na Sepat têm rótulo de fabricação de uma fábrica de Paranavaí. Entretanto, a empresa, conforme a prefeitura, foi interditada em dezembro de 2016, não tendo como realizar a fabricação. "Os rótulos de detergente apontam que o produto foi fabricado em junho deste ano, enquanto o do limpa alumínio em agosto deste ano, sendo que ainda estamos no mês de julho", sustenta.

Por telefone, um funcionário do setor de compras e licitações da empresa que venceu a licitação alegou que a fábrica não está interditada. Ele afirmou que a companhia pega os produtos da fábrica e entrega diretamente para a prefeitura, sem conferir o rótulo.

Em nota, a Limpebras, fábrica que fornece limpa alumínio para a empresa de Paranavaí, afirmou  que os produtos da fábrica são de qualidade e em nenhuma hipótese houve falsificação em sua confecção, mas que houve equívoco na rotulagem, já que o produto consta como fabricado em agosto, mas o correto seria em julho. A empresa também afirmou que a nota fiscal confirma que não houve irregularidade e se colocou à disposição para esclarecimentos, por meio da advogada Marina Jardim dos Santos, pelo telefone 3268-8966.

Perigo

A empresa venceu a licitação em 2016 e, em maio deste ano, fez a primeira entrega de produtos. Além do detergente e do limpa alumínio, a carga entregue nesta terça era formada por álcool etílico hidratado 70%.

"O produto é utilizado para esterilizar hospitais e unidades de saúde e se for ineficiente poderá gerar uma contaminação", alerta Castens.

Toda a mercadoria foi apreendida e a Polícia Civil deve abrir um inquérito policial. O Ministério Público também será comunicado.

A prefeitura informou que o contrato com a empresa será encerrado e ela será impedida de participar de pregão. A segunda colocada no pregão será convocada para apresentar amostra de seus produtos para avaliação.

Foto: João Paulo Santos/O Diário
Detergente apresenta consistência diferente da apresentada na amostra

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