O Comitê de Prevenção e Posvenção do Suicídio, da Secretaria de Saúde de Maringá, informa em boletim que a mortalidade por suicídio aumentou cerca de 60% nos últimos anos. O boletim, bimestral e inserido na campanha Setembro Amarelo, de valorização da vida, revela que a cada 45 segundos uma pessoa morre por suicídio no mundo (no Brasil é uma a cada 40 minutos). As estatísticas colocam o país em 8º lugar em números absolutos de suicídios.

Segundo o boletim, organizado pela psicóloga Raquel Pinheiro Niehues Antoniassi, em 2016 foram notificados 369 casos de violência autoprovocada (tentativa de suicídio) em Maringá, com 18 mortes. Mulheres prevaleceram entre as tentativas (63% ou 234 casos), mas foram homens que mais morreram (11 contra 7).  "A faixa etária com maior frequência de ocorrência de comportamento suicida em 2016 foi entre adultos jovens, dos 20 aos 34 anos", informa o boletim.

Segundo o boletim, a pessoa que contempla o suicídio como possibilidade de solução, encontra-se em estado de sofrimento que ela percebe como sendo intolerável, inescapável e interminável. O boletim elenca frases que remetem ao suicídio sobre diversas perspectivas, desconstruindo mitos, como a convicção equivocada de que a ameaça de suicídio seria apenas manipulação  ou ′quem quer se matar, se mata mesmo′ . "Essa idiea pode conduzir ao imobilismo terapêutico", diz o boletim.

Raquel Antoniassi explica que o Comitê de Prevenção e Posvenção do Suicídio foi criado em 2015 para gerenciar ações ligadas ao tema. "O enfrentamento do problema exige preparo técnico e pessoal da equipe de saúde para manejo dos casos de comportamento suicida",  afirma a psicóloga, responsável técnica do comitê, que passa a divulgar boletim para estimular reflexões, sensibilizar e capacidade a rede de saúde pública do município.

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