Após sete dias instaladas, as armadilhas (ovitrampas) foram retiradas das residências de Maringá, nesta terça, 14, pelos agentes do controle da dengue e equipes do Centro de Zoonozes.

As paletas recolhidas serão encaminhadas para secagem e contagem dos ovos, no laboratório de entomologia da Secretaria do Estado do Paraná. Na semana passada, os profissionais do controle da dengue instalaram 200 armadilhas entre os 4.968 quarteirões do município.

A armadilha (ovitrampa) é feita com um vaso de planta (não furado), onde são inseridos 300 milímetros de água, com uma paleta (pedaço de madeira) que faz a identificação da armadilha. Também é inserido clipe de metal (segura a paleta no vaso) e levedo de cerveja.

As ovitrampas servem para capturar ovos, sinalizar a quantidade de insetos em uma região e direcionar ações contra a proliferação do vetor. Além de Maringá, Paranavaí, Foz do Iguaçu, Londrina e Francisco Beltrão estão fazendo parte da pesquisa do Sesa.

Moradora do Jardim Alvorada, Marli Ambrosi, foi uma das 20 pessoas que cederam a residência para a instalação da armadilha. "Achei muito interessante a iniciativa e acredito que o estudo deve colaborar, sim, para a diminuição dos focos do mosquito da dengue", explicou.

De janeiro até setembro, foram notificados 88 casos, sendo sete positivos. Segundo a Secretaria de Saúde, os bairros que contemplaram o maior índice de infestação, ou seja, áreas de alto risco de infestação foram a Vila Morangueira, Morangueira Ampliação e Jardim Alvorada, cujo o índice atingiu 3,8%.

Nos próximos dias, a Sesa deve liberar os resultados sobre a quantidade de ovos encontrada em cada paleta. O objetivo da pesquisa é intensificar as ações de combate ao Aedes, com o intuito de reduzir os índices de infestação. A ação é coordenada pela Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e aplicado pela Secretaria do Estado do Paraná (SESA).

Foto: Cary Bertazzoni/PMM

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