O Centro de Controle de Zoonoses (CCZ) já registrou, neste ano, 12 ataques de escorpião amarelo em Maringá. Nesse mesmo período, foram apresentadas 354 reclamações. O número de queixas é 41,2% maior que o de 2017, quando foram feitos 146 registros. O aumento, segundo o CCZ, deve-se ao fato de as pessoas estarem mais atentas e conscientes sobre onde buscar ajuda.

Em diversos bairros há reclamações. A dona de casa Marenilde Cândida Soares, 55 anos, diz que neste ano já encontrou escorpiões em casa, no Jardim Monte Rei, zona norte. "Moro no bairro há sete anos. Só neste ano já apareceram dois escorpiões amarelos na minha casa. Um estava na minha cadeira de praia e outro, na garagem." Ela conta que os moradores do bairro também reclamam. "Na rua da minha casa tem três terrenos vazios, um tem entulho e os outros dois estão com mato. Uma das minhas vizinhas diz que na casa dela aparecem todos os dias", reclama.

Marenilde diz que dedetizou a residência há 90 dias na esperança de combater escorpião. "Mas, disseram-me que o veneno não mata o escorpião. Tem que matar o alimento dele, a barata e o grilo", completa. Marenilde conta que se preocupa com a neta. "Ela fica comigo quando não está na creche. Quando vou colocá-la no berço, ergo tudo, revisto a cama inteira, tenho medo que ela seja picada."

Segundo a gerente do CCZ, Janete Veltrini Fonzar, este ano será intensificada a fiscalização nos bairros e nos prédios públicos. Ela conta que equipes de agentes de saúde treinados para combater o escorpião, estão visitando Unidades Básicas de Saúde, creches e outros locais públicos onde se aglomeram pessoas. "Atendemos também os bairros conforme as queixas chegam", acrescenta. As reclamações devem ser registradas na Ouvidoria do município, pelo telefone 156.

Janete destaca que há duas espécies de escorpião encontrado em Maringá: o amarelo, que é mais nocivo, e o preto. Esses animais se escondem em redes de esgoto, quintais com entulho, frestas e preferem locais úmidos e frescos. Em caso de ataque, Janete aconselha a não tentar pegar o bicho com a mão. Se for possível, prendê-lo em um vidro e levar para a unidade de atendimento. Caso contrário, é preciso matá-lo. Não existe veneno para combater o escorpião. O conselho é evitar insetos que servem de alimento a ele. "A pessoa precisa procurar uma Unidade Básica de Saúde ou o Pronto Atendimento que faz o encaminhamento para o ambulatório de Toxicologia do Hospital Universitário o quanto antes", completa.


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