A Secretaria de Saúde de Maringá orienta a população sobre o perigo do contato com morcegos. Neste ano, foram encaminhados 31 morcegos para o Laboratório Central do Paraná, em Curitiba, para fazer exame para confirmar o diagnóstico de raiva (doença infecciosa viral que pode ser fatal). Destes, apenas um dos animais teve diagnóstico positivo do vírus. Ano passado, foram recolhidos 237 morcegos e dois estavam contaminados.

O diretor de Vigilância em Saúde, Educardo Alcântara, explica que a doença é controlada no Paraná e que é preciso apenas cuidado por parte da população. "O ideal é manter cães e gatos vacinados contra raiva", diz, ressaltando que ao ver morcegos em casa, a pessoa deve comunicar a Ouvidoria (156) para o recolhimento, evitando tocar o mamífero com as mãos.

A vacinação nos animais domésticos previne a transmissão da doença, além de ser obrigatória quando o animal precisa viajar de um Estado para outro. O vírus é circulado de morcego para morcego e pode ser transmitido no contato com humanos ou animais domésticos. "As pessoas não devem tocar nos morcegos e também evitar que cães e gatos tenham o contato", comenta Alcântara.

Se ainda assim houver o contato, o morcego será recolhido para constatar a presença do vírus da raiva. O animal doméstico será observado e receberá uma dose de vacina para reforçar a prevenção. Caso o cão ou gato não seja vacinado, tomará três doses. Enquanto são observados, os donos que suspeitarem ter sido contaminados com o vírus, devem ir à Sala de Vacina da Secretaria de Saúde para iniciar o esquema de vacinação.

Espécies

Existem três tipos de morcegos: insetívoros (que se alimentam de insetos), sendo esses os mais comuns em Maringá. Em 2017, foram encontrados 150 da espécie, dos 237 morcegos recolhidos. Os frugívoros (alimentam-se de frutas), pouco encontrados e hematófagos (alimentam-se de sangue), não encontrados em Maringá.

Os morcegos são essenciais para o meio ambiente e protegidos pela legislação ambiental. "O fato de alguns apresentarem diagnóstico positivo da raiva não nos dá o direito de exterminá-los. Eles são importantes para controle de alguns insetos, são semeadores, entre outras responsabilidades que devem ser respeitadas", defende Alcântara.

Orientação

Depois do primeiro morcego encontrado este ano, na Vila Operária, em 1º de fevereiro, os agentes da saúde ambiental e as equipes do Centro de Controle de Zoonoses realizaram força-tarefa nesta terça (6) nas casas do bairro. Foram feitas orientações aos munícipes sobre qual procedimento indicado pela saúde.

Cary Bertazzoni
Agentes da saúde ambiental e equipes do Centro de Controle de Zoonoses realizaram força-tarefa na Vila Operáriaa

 


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