Na prateleira, estão os panetones que sobraram do Natal passado e, logo ao lado, os ovos de Páscoa. Esse é o cenário de grande parte dos supermercados da cidade. Em uma rede de Maringá, os ovos de chocolate já estão disponíveis desde o dia 20 de janeiro. A antecipação tem dois motivos: o primeiro é que já é tradição da empresa e o segundo é que este ano a Páscoa vai ser mais cedo. Ano passado, foi no dia 18 de abril, este ano cairá no dia 1º do mesmo mês.

"Nossa loja tem essa característica, de trazer os ovos antes. Já é tradição. O pessoal não vem necessariamente para comprar ovo de Páscoa, mas acaba vendo e já compra pra adiantar. Além disso, este ano vai ser uma quinzena antes, então antecipamos. As vendas já estão acontecendo", explica o gerente geral da rede, Valdecir Toigo.

Segundo ele, a expectativa é de um aumento de 20% nas vendas de ovos, bombons e barras de chocolate, em relação ao ano passado. Só de ovos de Páscoa, a venda deve aumentar em 15% ante 2017.

Os ovos mais vendidos na rede são os que têm brinquedos. "Nossa maior expectativa ainda é em cima dos ovos com surpresa, que agrada a criançada. São os campeões de venda. Querendo ou não, o cliente leva o ovo de Páscoa como presente, embrulhado e tudo mais", conta.

De acordo com ele, este ano os preços devem se manter iguais ao ano passado.

Produção

O volume de chocolates para a Páscoa de 2018 ainda está em produção. Segundo informações da Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab), em 2017 foram produzidas quase 9 mil toneladas de chocolate, o equivalente a 36 milhões de ovos. Se comparado à produção de 2016, o volume é 38% menor.

De acordo com o presidente da Abicab, Ubiracy Fonseca, houve uma retração do setor no País. "Nos últimos anos, vimos um comportamento atípico do setor que, concomitante com uma forte crise econômica, obrigou as empresas a reverem suas estratégias e se adequarem ao novo cenário. Estamos otimistas que os números deste ano comprovarão o amadurecimento da indústria e sua capacidade de organização em uma economia mais estável."

Apesar da queda apresentada no setor, o Brasil ainda é um dos países com maior volume de vendas de Páscoa no mundo.

Há uma expectativa na recuperação da economia. Segundo os dados da Associação Brasileira de Lojistas de Shopping (Alshop), houve um aumento de 6% nas vendas de Natal no ano passado. O número apresenta otimismo, uma vez que a data vinha apresentando queda nas vendas desde 2015.

Empregos
Foram geradas mais de 20 mil vagas de emprego temporário em lojas e indústrias especializadas em todo o Brasil para atender a demanda de ovos e demais produtos de chocolate. Os postos de trabalho são para produção nas indústrias e venda de produtos entre outubro de 2017 e março de 2018.


ECONOMIA. Grande rede de Maringá espera vender 15% a mais neste ano. — JOÃO PAULO SANTOS


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