A Prefeitura de Maringá está com R$ 6 milhões em mãos para comprar parte do prédio do Cine Teatro Plaza, que pertence à iniciativa privada. O espaço corresponde a uma área de 1,6 mil m2, ou seja, 68% do imóvel - a parte superior do imóvel e uma área que fica na lateral.

A parte de baixo do prédio pertence à administração desde 1990. Já existe um projeto de pouco mais de R$ 1 milhão para a reforma só da parte do anfiteatro. Tendo a posse do imóvel todo, o objetivo é transformar o local em um polo da cultura, onde ficará, inclusive, a secretaria de Cultura de Maringá.

No dia 22 de maio, a administração publicou no Diário Oficial um decreto que declara o prédio de utilidade pública, prevendo a desapropriação amigável ou judicial do imóvel.

"Já estamos com os R$ 6 milhões separados para isso. Vamos depositar nos próximos dias e pedir a imissão da posse. Localizamos no orçamento a verba necessária de recursos livres, ou seja, dinheiro que a administração pode usar. Agora, o processo foi formalmente iniciado. A procuradoria já montou o processo de desapropriação do imóvel", explica o secretário de Gestão, Rogério Calazans.

Segundo ele, o proprietário de parte do prédio pediu o dobro do valor estimado pelos técnicos da prefeitura. "Se tivéssemos chegado a um acordo não haveria necessidade de abrir um processo para desapropriação do prédio. O proprietário pediu cerca de R$ 12 milhões. Mas, vamos pagar o valor que os engenheiros da prefeitura avaliaram - que é uma avaliação coerente e real -, e o proprietário vai decidir se saca o dinheiro ou faz impugnação", explica Calazans.

O Cine Teatro Plaza fará parte do projeto de revitalização do Eixo Monumental - que vai do Estádio Willie Davids até a Catedral. "O Centro de Maringá nunca vai mudar se não mudar aquele prédio. A reforma do Cine Teatro Plaza vai impulsionar a mudança do local, vai valorizar os imóveis no entorno, etc.", enfatiza o secretário de Gestão.


CULTURA. A Prefeitura de Maringá já está com R$ 6 milhões em mãos para comprar parte do prédio do Cine Teatro Plaza que pertence à iniciativa privada — JOÃO PAULO SANTOS


Participe e comente