A falta de vagas de estacionamento no centro de Maringá tem levado muitos estabelecimentos migrarem para os bairros. O Sindicato dos Lojistas do Comércio Varejista de Maringá (Sivamar) não tem dados estatísticos, mas confirma que essa migração tem ocorrido. E cita ainda que a Avenida Brasil precisa de mais atrativos para os lojistas e consumidores.

"É impossível de mensurar, foram várias, muitas que existiam na Avenida Brasil mudaram, pois o lugar está abandonado, não tem nada atrativo para as pessoas", diz Ali Wardani, presidente do sindicato.

Na avaliação dele, muitas lojas do centro acabam optando pelos bairros. "O ideal agora é criar algo na avenida que possa entreter as pessoas, como um calçadão, para que a população utilize e possa aproveitar o comércio", acrescenta.

O Jardim Alvorada é um exemplo de bairro que recebe estabelecimentos comerciais que deixaram o centro da cidade. Os comerciantes da localidade confirmam as dificuldades de se manterem no centro.

O gerente de uma loja de calçados Jaime Fernandes, 47, fala do principal motivo para a migração. "A retirada do estacionamento prejudicou o movimento", considera. Mas ele pontua outras razões. "Hoje ir para o centro fazer esse tipo de compra é perder tempo, já que tem tudo no bairro. Acredito que até para quem deseja abrir um estabelecimento o bairro é uma ótima sugestão". Fernandes destaca ainda que a despesa de uma loja no centro é três vezes maior que a de uma no bairro, completa.

Enquanto alguns procuram transportar os estabelecimentos para o comércio local, outros que nasceram nos bairros fazem sucesso e garantem que é um ótimo lugar para iniciar um negócio.

"As vantagens de ter uma loja no bairro é a aproximação e o vinculo que temos com os clientes", diz a gerente de uma loja de confecções no Alvorada, Bruna Luiz, 20. "Muitos que vêm aqui, trazem filhos, netos, então acaba que cria essa confiança", conclui.


PÚBLICO. O Jardim Alvorada é um dos bairros escolhidos pelos comerciantes. — JOÃO PAULO SANTOS


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