Apesar de transtornos, as obras para reforma da Câmara de Maringá estão dentro do cronograma. Tendo iniciado em fevereiro deste ano, o prazo final para entrega é a primeira semana de agosto. O valor inicial da obra era de R$ 976 mil - com desconto ofertado pela empresa vencedora -, mas a construção recebeu três aditivos e, agora, preço se aproxima do valor máximo da licitação: R$ 1,23 milhão.

"A obra está na fase final. A empresa vencedora da licitação garante que vai entregar dentro do prazo. Nesta quinta-feira (12), teremos a última sessão antes do recesso. Quando voltarmos, esperamos que a obra já esteja concluída. Se não estiver, cabe multa à empresa", explica o presidente da Câmara, Mário Hossokawa (PP).

Segundo ele, a reforma está causando vários transtornos na Casa. "Muitos vereadores foram para seus escritórios particulares enquanto a obra não termina", conta.

A reforma faz parte de uma série de exigências feitas pelo Corpo de Bombeiros. "A altura do corrimão não era adequada, então foi necessário aumentar. Também foram feitas saídas de emergência, instalação de sensor de fumaça e alarme de incêndio. Além disso, no plenário, tinha um carpet que era altamente inflamável, que foi trocado. Se não fossem feitas essas adequações, o prédio seria interditado", declara Hossokawa.

A reforma também inclui a troca do ar condicionado, que era um sistema central. Agora, foram colocados aparelhos individuais para cada gabinete e setor administrativo.

Contudo, algumas partes da reforma não foram previstas no projeto inicial, feito pela empresa vencedora da licitação. "Queríamos reaproveitar as divisórias, mas vimos que não seria possível, porque os vidros não eram temperados, e oferecia risco de quebrar. Então, precisaram ser substituídos", conta. Além disso, a planilha de custos previa portas de 80cm de largura. Mas, no decorrer da obra, foi constatado que as portas deveriam ter 90cm, para permitir a passagem de cadeirantes.

O projeto inicial também não previa o serviço de retirada dos dutos do ar condicionado antigo, nem a saída de emergência da escada metálica, que fica na Avenida Cerro Azul. Além disso, constava apenas a pintura das paredes novas. A pintura da parte de alvenaria, não estava inclusa no orçamento. No total, foram cerca de R$ 180 mil em aditivos.

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