A governadora do Paraná, Cida Borghetti, reuniu nesta quinta-feira, 9, lideranças de todo o Estado, em Maringá, para discutir um novo plano de cobrança para os pedágios. Em maio, o governo estadual solicitou ao Ministério dos Transportes uma nova delegação das rodovias federais que formam o Anel de Integração. No dia 11 de junho, o Estado notificou as seis concessionárias de pedágio para iniciar os processos de finalização dos contratos, que acabam em 2021. "Pedimos a renovação da delegação para discutir o assunto do pedágio aqui, porque nós paranaenses é que conhecemos as nossas reais necessidades. Estamos confiantes de que esse novo modelo vai beneficiar a população e fazer com que a justiça tarifária possa ser a referência e o ponto focal deste modelo", afirmou a governadora.

A quarta reunião pública sobre o novo ciclo de concessões rodoviárias contou com a presença do deputado federal, Ricardo Barros. Ele disse que o percentual de faturamento das empresas que administram as rodovias no Estado está acima do valor de mercado, e que portanto, "é preciso pensar em um novo modelo de pedágio", disse. Barros ainda citou que, por conta da greve dos caminhoneiros, foi suspensa a cobrança de eixo superior, "isso representa uma redução de R$ 100 milhões de obras nas estradas", explica.

O secretário estadual de Infraestrutura e Logística (SEIL), Abelardo Lupion, destacou a importância do projeto de ferrovias na região de Paranaguá e citou o exemplo do Rio Grande do Sul, que após o cancelamento dos contratos com as concessionárias de pedágios, passou a enfrentar graves problemas com a falta de manutenção das estradas. Explicou que está sendo feito trabalho em três comissões, de dentro do governo: uma que trata da delegação do governo federal para o Paraná; outro para encerramento dos atuais contratos, e outro que ouve a sociedade para obter propostas e saber o que ela espera para o futuro.

A governadora Cida Borghetti, defende a modernização dos serviços. "O Paraná precisa avançar e, desde já, iniciar a elaboração de um novo modelo de concessão para promover a justiça tarifária com mais obras e redução das tarifas em 50%, em média", disse. Ela citou o exemplo de uma viagem de Maringá até o Porto de Paranaguá, em um caminhão de seis eixos, "o motorista vai passar por sete praças de pedágio, terá despesa de R$ 403,com a nova proposta pagaria a metade desse valor".

A renovação dos contratos está prevista para 2021. As reuniões públicas para discutir o assunto acontecem em várias cidades, antes de Maringá, passou por Ponta Grossa, Foz do Iguaçu e Londrina. E nesta sexta-feira, 10, será em Curitiba. Em todas as regiões são montados grupos de trabalho. "Estamos ouvindo a sociedade civil organizada e as necessidades da população", disse. O atual modelo de pedágio entrou em vigor no Paraná, em 1997. O Anel de Integração é formado por 2,5 mil quilômetros de rodovias. Destes, 1,8 mil quilômetros são federais, delegados ao Paraná, e 700 quilômetros estaduais. Ao todo, são 27 praças de pedágio. Os preços cobrados no Paraná estão entre os mais altos do país.

concessão de rodovias

MODERNIZAÇÃO - A governadora defende um novo modelo com mais obras nas estradas e tarifas mais justas (Foto: João Paulo Santos)


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