• Orquidários são pequenos paraísos em Mandaguaçu

  • Elaine Utsunomiya
"Você está no paraíso", avisa a placa afixada na casa de Sebaldo José Eidt, 75 anos, morador de Mandaguaçu (a 30 quilômetros de Maringá). A visita à residência do orquidófilo é como ganhar um passaporte para assistir a um espetáculo da natureza recriado numa estufa de orquídeas.

A sensação é de ser transportado a um imenso jardim de flores coloridas de tirar o fôlego, em meio a espécies brancas, lilás, vermelhas, amarelas, roxas, azuladas e até negras.

No ar paira uma fragrância adocicada, pela mistura de vários tipos de orquídeas. Algumas exalam perfume, que mais parece com frutas, como limão ou melancia.  

São tantas orquídeas enfileiradas no barracão de 25 metros de comprimento por 12 de largura, que nem Sebaldo sabe ao certo a quantidade.

"De uma coisa eu tenho certeza. Não há quem entre aqui e não fique encantado com pelo menos uma delas", diz Seu Sebaldo, das orquídeas, como é conhecido em Mandaguaçu.

O orquidórfilo é, atualmente, um dos maiores produtores de orquídeas da região norte/noroeste do Paraná - se não, o maior. Além da estufa em casa, Sebaldo mantém outros quatro barracões com orquídeas, em sua chácara, localizada próximo a Mandaguaçu. Juntos, os dois locais têm entre 40 e 45 mil mudas.

"Nem sei dizer quantas espécies eu tenho, exatamente", conta Sebaldo.

Nas estufas, as orquídeas da espécie Dendrobium são as mais comuns. Estas custam, em média, de R$ 20 a R$ 30. Ele também produz a Cattleya Walkeriana Feiticeira, que é um tipo mais raro e o exemplar pode custar até R$ 2 mil.     

A paixão pelas orquídeas vem de 30 anos atrás, com a chegada do padre Roberto à cidade.

"Ele trouxe um caminhão com muitas orquídeas e as espalhou pela grama da igreja, pois não tinha onde deixá-las. Passei pelo local e achei tudo muito bonito. Então, comecei a ajudar a cuidar delas", relata.

O ex-comerciante se aposentou há cinco anos e, desde então, dedica-se exclusivamente aos orquidários. Ele vende as orquídeas para floriculturas e em exposições comerciais, mas faz questão de frisar que não considera a atividade, necessariamente, um trabalho, mas uma distração.

"Passo de 15 a 20 horas por dia nas estufas. Gosto de vê-las crescer, de saborear todos os detalhes", afirma. 

A orquídea é um tipo de flor de crescimento lento. Da fecundação à primeira florada são sete anos de espera. Depois disso, ela floresce uma vez ao ano.

Belas e exóticas, as flores atraem excursões de estudantes e até de idosos à casa de Sebaldo. "Muitos vêm apenas pelo prazer de ver, outras para comprar, até porque é um presente renovável".


DICA

Segundo o orquidófilo Sebaldo José Eidt, as orquídeas não exigem cuidados especiais. Para uma boa drenagem, 1/3 do vaso deve ser preenchido com caco cerâmico, pois as plantas nunca devem ficar encharcadas. Muita água poderia provocar o apodrecimento das raízes.  O ideal é que elas sejam regadas de duas a três vezes por semana. As orquídeas mais cultivadas são a Anguloa, Cattleya, Laelia, Dendrobium, Phalaenopsis, Vanda, Epidrendrum, Miltonia.


serviço

Para visita ou informações sobre oficinas ministradas por Sebaldo Eidt, o telefone é o (44) 3245-3874. Ele participa hoje de uma exposição no Vaso Verde (Avenida Colombo, 7.918), das 8 às 17 horas.

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