• Bancos de sangue estão no limite; maior demanda é pelo tipo sanguíneo O negativo

  • Carla Guedes

Os três bancos de sangue de Maringá precisam de, no mínimo, 120 doações por dia para manter os estoques e conseguir atender a todos os pedidos de hospitais da cidade e região. Hoje, o número de doadores que vão diariamente às unidades não passa de 80. O tipo sanguíneo O negativo é o que tem os menores estoques. A baixa adesão à doação de sangue tem explicação cultural, segundo o médico e diretor do Banco de Sangue Dom Bosco, Walter Luiz Ferreira.

¿O brasileiro não tem o hábito de doar sangue¿, diz. ¿A doação só acontece quando um familiar ou amigo próximo precisa de transfusão. Aí o pessoal se mobiliza.¿ O banco coleta até 30 bolsas de sangue por dia, mas o ideal seriam 50. ¿Todo e qualquer banco de sangue sempre opera com estoque no limite, nunca há sangue sobrando.¿

No Hemocentro, a dificuldade é manter estável o número diário de doações. ¿As coletas oscilam muito. Há dia que temos 30 doadores, em outro, são cinco¿, conta a assistente social Ângela Tessaro. O Hemocentro atende 29 municípios. Segundo Ângela, metade do estoque da entidade é mantida com as coletas externas. O ônibus percorre bairros e possibilita o aumento das doações. ¿Nosso estoque não está crítico justamente por causa do Dia Nacional do Doador de Sangue (25 de novembro).¿

O Banco de Sangue Maringá, do Hospital do Câncer, também precisa de mais doadores para manter o atendimento. São necessárias 35 doações por dia. Hoje, o banco recebe 20, em média. ¿Sempre falta sangue¿, revela Luciana Pereira da Silva Maciel, assistente social da entidade. O banco atende um hospital em Sarandi, três em Maringá e mais três cidades da região.

Luciana diz que o medo ainda é empecilho. ¿Acham que dói, que podem contrair doenças, mas não tem nada disso. O material é descartável e hoje há um controle que antes não existia.¿

¿Virou religião¿
A psicóloga Mathilde Mônaco, 59 anos, começou a doar sangue depois que o amigo Alfredo ficou doente, atingiu 65 anos e tornou-se inapto a continuar no clube de doadores. Alfredo morreu vítima de problema cardíaco e doou sangue por 35 anos. ¿Quando disseram que ele não podia mais doar, falei que iria substituí-lo¿, relata.

Mathilde doa sangue há 15 anos. ¿Fiz disso uma religião¿, afirma. Ela faz doações três vezes ao ano ¿ as mulheres podem doar sangue até três vezes ao ano; os homens, até quatro. ¿Eu estou contribuindo para a vida e é uma forma de interagir com Deus.¿ A dedicação de Mathilde passou para a filha, que há três anos é uma das doadoras de sangue. Elas serão homenageadas em Maringá na próxima terça-feira, em comemoração ao Dia Nacional do Doador de Sangue.

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