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19/02/2010 às 02:00
A jovem Rosiane Florenço, 24 anos, que segundo a polícia seria uma garota de programa e atenderia pelo apelido de ¿Grazi¿, foi encontrada morta dentro de uma quitinete localizada na periferia de Maringá, onde residia havia cerca de dois anos.
Exames realizados pelo Instituto Médico Legal (IML) confirmaram que a moça foi morta por esganadura, provavelmente na noite de sexta-feira passada (12). Até o final da tarde de ontem, a autoria do crime ¿ que elevou para oito o total de homicídios neste ano na cidade ¿ ainda era desconhecida.
O crime foi descoberto por volta das 20h30 de quarta-feira (17), depois de moradores sentirem um odor muito forte exalando de um apartamento localizado no primeiro andar do edifício, situado na Avenida Gurucaia, 2.814, Vila Bosque.
Acionado, o dono do imóvel utilizou uma chave extra para abrir o apartamento e encontrou o corpo de Rosiane sobre uma cama e já em adiantado estado de putrefação. Investigadores confirmaram que o quarto havia sido trancado por fora e a chave jogada sob a porta. A porta de entrada da quitinete também estava trancada, mas a chave não foi encontrada.
De acordo com o delegado-adjunto da 9ª Subdivisão Policial (SDP), Nilson Rodrigues da Silva, o corpo estava nu, em decúbito ventral, e coberto apenas por um roupão de banho. Ao lado do corpo, o cordão do roupão, uma calcinha e o sutiã da vítima.
Não havia sinais de luta na quitinete, mas o namorado da vítima, um engenheiro de 31 anos de idade, residente em Maringá, confirmou o desaparecimento de um notebook e dois aparelhos celulares. No entanto, a polícia encontrou R$ 100 dentro da carteira da vítima e outros R$ 900 em uma bolsa, que estava em um guarda-roupa.
Folhas de caderno encontradas dentro de um móvel revelaram que Rosiane mantinha uma contabilidade improvisada, detalhando o faturamento diário e mensal, além de gastos, inclusive com anúncios de classificados, nos quais utilizava o pseudônimo de ¿Grazi¿ e oferecia seus ¿serviços¿ para casais, heteros e até homossexuais.
Em outro móvel, a polícia localizou grande quantidade de preservativos e materiais comumente utilizados na prática de sexo. Moradores ouvidos pela polícia confirmaram que a quitinete era utilizada para encontros amorosos.
Um irmão e o ex-marido da vítima ¿ que residem em Itaúna do Sul (PR) ¿ contaram que Rosiane se mudou para Maringá há cinco anos, mas omitia a verdadeira atividade da família, dizendo que trabalhava em salão de beleza.
O namorado disse que seu último contato com Rosiane teria sido dia 11, quando ela contou que passaria o Carnaval com a família. A polícia confirmou que Rosiane recebeu um telefonema às 14h43 do dia 12 e, desde então, não foi mais vista.
19/02/2010 às 02:00
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