• Rambo, um policial militar da pesada e polêmico

  • Luiz de Carvalho

Foto: Reprodução/Arquivo Pessoal

Rambo exibe armamentos pesados na foto do Orkut: "Tenho a preocupação em realizar um trabalho honesto"

 

Na internet, o soldado da Polícia Militar diz que tem vários cursos de operações especias

Amado pelos conhecidos e odiado por pessoas que ele não sabe quais são, que tem como ídolo o Cão de Gerra, um dos mais famosos mercenários do mundo, o policial militar Marcelo Frank, 38 anos, é apontado nas ruas de Sarandi, na região metropolitana de Maringá, como o homem que pode ajudar a conter o avanço da criminalidade.

Em janeiro, ele justificou a fama ao estar envolvido em duas ações da PM que resultaram na morte de duas pessoas apontadas como integrantes do tráfico de drogas.

Rambo, como é conhecido, continua trabalhando normalmente nas ruas da cidade e a todo o momento é cumprimentado por adultos e crianças. Em sua página no Orkut, o perfil é apresentado por duas frases.

A primeira, escrita em inglês, é "Eu não vou fugir de nada! Eu faço o meu melhor, sem medo ou orações!". A outra é "Para cada homem que eu matei, era ele ou eu", escrita em francês.

O álbum de foto no Orkut é composto por cerca de 1.200 fotografias, geralmente em pose com metralhadoras, fuzis, pistolas e outras armas pesadas, chamam atenção as centenas de comentários do tipo "Rambo chegou, os bandidos que se cuidem", "bandido bom é bandido morto", "em frente, Rambo, vamos acabar com a bandidagem".

O curioso é que dá para perceber que os comentários no Orkut são oriundos de diversas cidades, o que mostra que a legião de fãs do policial não se restringe à região de Maringá. Mas nem tudo são elogios para o policial que ganhou fama de ter o dedo leve.

As críticas também são muitas, mas geralmente os críticos preferem não ser identificados, até porque Rambo tem fama de tirar satisfações com quem não gosta de seu estilo.

Há quem ache que a forma de agir de Rambo pode "vulgarizar ações violentas da polícia" e incentivar outros policiais a atirar para matar. Outros acham que o policial quer se aparecer, ser visto como herói e saciar sua vaidade às custas da vida de pessoas.

Os críticos de Rambo acham que ele "se faz de juiz", julgando quem deve e quem não deve morrer e geralmente decreta sentença de morte. É isso, por exemplo, que pensam os familiares de Ricardo Henrique da Silva, mais conhecido como Cói, 19 anos, morto com um tiro na cabeça desferido por Rambo há pouco mais de uma semana.

A polícia alega que o jovem, que esteve preso várias vezes e era envolvido com o tráfico, tentou contra a equipe com uma pistola automática, mas os familiares de Cói juram que ele não tinha arma. Citam até ‘testemunhas’ que dizem que o rapaz, que tinha se envolvido em uma briga em um bar momentos antes, obedeceu à ordem de parar e estava com as duas mãos na cabeça quando levou o tiro fatal.

A mãe de Cói, a doméstica Idalina Pedro da Silva, disse que o tiro que varou o crânio de seu filho atingiu também as duas mãos "o que prova que ele estava com as mãos na cabeça". As mesmas ‘testemunhas’ dizem ter visto o policial colocar uma pistola junto ao corpo da vítima.

"Não sou nenhum justiceiro"

O policial militar Frank Rambo não concedeu entrevista a O Diário e todas suas falas foram retiradas do Orkut, onde ele procura deixar claro que "não sou nenhum justiceiro e sim um policial diferenciado, com treinamento e experiência militar".
Alguns trechos retirados do Orkut:

"Muitos não acreditam, mas sou evangélico, frequento a Igreja Caminho Santo do Senhor, onde abro meu coração a Deus. O que quis dizer com isso é que sou uma pessoa normal, tenho poucos amigos, gosto de viajar com minha moto, esportes radicais..."

"Tem PM que faz da polícia um bico. Eu não. Polícia pra mim é polícia. Quando estou de folga e vejo uma situação, eu ajo como tem que se agir, quando me ligam, pois na maioria das vezes passo meu telefone particular para as pessoas de bem, quando elas têm um problema me ligam e dou atenção indo até elas..."

"Tenho a preocupação em realizar um trabalho honesto, com comprometimento com as pessoas de bem que pagam meu salário. A minoria de Sarandi, que são os marginais, os viciados, toda a estirpe do que não presta, é lógico que não vai falar bem de mim."

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