• Construtoras de Maringá iniciam venda de imóveis do Minha Casa Minha Vida

  • Rubia Pimenta

As três construtoras envolvidas nas obras de 724 imóveis que serão financiados pelo Programa Minha Casa Minha Vida, em Maringá, abriram a venda das residencias ao público em geral. Até terça-feira (29), a preferência era das famílias de baixa renda, que compareceram ao Parque de Exposições, no fim de fevereiro, e tiveram um mês para apresentar a documentação.

Segundo o secretário municipal de Habitação, Gilberto Donizetti Delgado, até semana passada 219 imóveis haviam sido vendidos e outros 211 estavam em fase avançada de negociação. "Acreditamos que fecharemos cerca de 400 imóveis comercializados. O número deve ser concluído até o fim da semana. Os que sobraram serão comercializados ao público em geral", explica.

 

Projeto do residencial Dolores Duran, da construtora Sial

Conforme Delgado, vários contratos não foram fechados pois, das cerca de 3 mil famílias que foram convocadas pela Prefeitura, poucas se enquadravam nos padrões exigidos para aprovação de crédito. "Era necessário dar uma entrada mínima de R$ 5,7 mil, dependendo do imóvel, valor que poderia ser dividido em até 12 vezes. Mas muitas pessoas não possuíam condições de dar esse valor", explica. Além da entrada, as famílias não podem possuir débitos com credores, devem ter renda familiar entre três e seis salários mínimos, não possuir prestações que excedam 30% do salário, entre outros quesitos.

 

Com a abertura da venda dos imóveis para o público em geral, o quesito de renda mínima não será mais uma exigência. "Todos os interessados podem procurar as construtoras para negociar, como um imóvel comum. As condições de financiamento do programa Minha Casa Minha Vida podem variar, pois as famílias serão enquadradas de acordo com a classificação da Caixa Econômica Federal para determinada renda. As famílias com rentabilidade maior que seis salários mínimos vão perder a isenção do IPTI. Além disso os valores dos apartamentos podem variar, ficando a critério das construtoras", afirma o secretário.

Imóveis negociados

Três construtoras estão negociando as residencias. A Granado Imóveis possui apartamentos no Residencial Gran Villas, no Conjunto Ney Braga. A CCII é responsável pelo Residencial Chistina Helena Barros II, no Loteamento Sumaré, e a Sial Construções, que possui a maior quantidade de imóveis sendo negociados, tem casas e apartamentos no bairro Cidade Alta.

Conforme o corretor de imóveis da Sial, Milton Guimarães de Camargo, dos 416 empreendimentos da construtora, cerca de 50% devem estar abertos para a negociação no mercado. A venda ao público em geral deve ser aberta no dia 1º de abril. "Muitas pessoas que tinham preferência ainda estão fechando os contratos, por isso prolongamos a data até o dia 31", explica.

As obras já iniciaram. Os apartamentos no Conjunto Ataulfo Alves e Dalva Oliveira devem ser concluídos até julho de 2012, e as casas dos residenciais Dolores Duran I e II até junho de 2012. Todos estão localizados no bairro Cidade Alta (confira mais informações no site da construtora).

Conjunto Christina Helena Barros II, da CCII

A construtora CCII, que está construindo 160 apartamentos para o Conjunto Cristina Helena Barros II, no loteamento Sumaré, já vendeu 70 unidades. "No evento realizado no Parque de Exposições fizemos a ficha de 420 interessados. Estamos entrando em contato com todos, mas existem vários imóveis que poderão ser negociados com o público em geral", afirma o diretor da empresa, Waldemar Guiomar.

O conjunto popular Christina Helena Barros tem área de lazer, com playground e churrasqueira, apartamentos com três quartos, com valores que variam de R$ 108 a R$128 mil (veja detalhes no site da CCII).

Das três empresas, apenas a Granado Imóveis não deve abrir negociação imediatamente ao público em geral. "Estamos oferecendo 48 apartamentos no Conjunto Ney Braga, no residencial Gran Villas. Vendemos vários desses apartamentos, o número deve ser fechado até o fim da semana, mas sabemos que sobraram poucos apartamentos. Temos uma lista de espera com mais de 250 nomes, que terão preferência na compra desses imóveis. As pessoas que vierem até a imobiliária terão que entrar na fila", alerta o gerente de Marketing da empresa, Walter Rocha. Conforme o gerente, a empresa tem planos para construir outras habitações populares do mesmo gênero em breve (confira os detalhes deste empreendimento).

Confira os empreendimentos:

 

Construtora

Conjunto

Bairro

Valor (R$)

Área (m2)

CCII

Christina Helena Barros II

Jardim Sumaré

de 108 a 128 mil

67,1

Sial

Dolores Duran I

Cidade Alta

92 a 99 mil

50,9

Sial

Dolores Duran II

Cidade Alta

92 a 99 mil

50,9

Sial

Dalva de Oliveira

Cidade Alta

64 a 70 mil

50,6

Sial

Ataulfo Alves

Cidade Alta

64 a 70 mil

50,4

Granado

Gran Villas

Ney Braga

próx. de 100 mil

63,6

* Prefeitura Municipal de Maringá

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