• Imóveis do ¿Minha Casa¿ à venda

  • Rubia Pimenta

Três construtoras envolvidas nas obras de 724 casas e apartamentos que serão financiados pelo Minha Casa, Minha Vida, em Maringá, vão abrir a venda dos imóveis ao público em geral. Até a última terça-feira, a preferência na comercialização era para famílias de baixa renda, cadastradas na prefeitura, e que compareceram ao Parque de Exposições, no fim de fevereiro.

Segundo o secretário municipal de Habitação, Gilberto Donizetti Delgado, até semana passada, 219 imóveis haviam sido vendidos e outros 211 estavam em fase avançada de negociação. "Acreditamos que fecharemos cerca de 400 imóveis comercializados. O número deve ser concluído até o fim da semana. Os que sobraram serão comercializados ao público em geral".

Conforme Delgado, vários contratos não foram fechados pois, das cerca de 3 mil famílias que foram convocadas pela prefeitura, poucas se enquadravam nos padrões exigidos para aprovação de crédito.

Douglas Marçal

Apartamentos e casas foram destinados inicialmente para famílias cadastradas na Prefeitura de Maringá

"Era necessário dar uma entrada mínima de R$ 5,7 mil, dependendo do imóvel, valor que poderia ser dividido em até 12 vezes. Mas muitas pessoas não possuíam condições de dar esse valor", explica.

Além da entrada, as famílias não podem possuir débitos com credores, devem ter renda familiar entre três e seis salários mínimos, não possuir prestações que excedam 30% do salário, entre outros quesitos.

Com a abertura da venda dos imóveis para o público em geral, o quesito de renda mínima não será mais uma exigência. "Todos os interessados podem procurar as construtoras para negociar, como um imóvel comum. As condições de financiamento do programa Minha Casa, Minha Vida podem variar, pois as famílias serão enquadradas de acordo com a classificação da Caixa Econômica Federal para determinada renda".

As famílias com renda maior que seis salários mínimos perdem benefícios concedidos pelo programa. Os valores dos imóveis podem variar, ficando a critério das construtoras.

 

Serviço
Os apartamentos ficam em quatro empreendimentos espalhados no Jardim Sumaré, Cidade Alta e Ney Braga. Já as casas estão sendo construídas no Cidade Alta. Os valores variam de R$ 64 mil a R$ 100 mil.
Informações nas construtoras CCII - (44) 3226-4490; Sial - (41) 3343-2550; e Granado - (44) 4009 -1999.

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