• Regulamentação gera polêmica

  • Vinícius Carvalho
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Está em discussão no Senado o projeto de lei que propõe a regulamentação das profissões ligadas à tecnologia de informação (TI). A proposta divide opiniões. Para empresários do setor, haveria dificuldade para contratação de mão de obra, já que o mercado de trabalho estaria restrito a profissionais com curso superior de Informática, Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados.

Para a Universidade Estadual de Maringá (UEM), a regulamentação seria uma garantia para os profissionais e criaria órgãos reguladores para sua atuação.

O Projeto de Lei 607/2007 já foi aprovado por duas comissões no Senado e ainda precisa do aval da Comissão de Ciência e Tecnologia (CCT) antes de ser submetido à votação em plenário. De autoria do senador Expedito Junior (PR-RO), a proposta também criaria o Conselho Federal e conselhos regionais de Informática.

Para o empresário maringaense e presidente estadual da Associação Brasileira das Empresas de TI e Comunicação (Assespro-PR), Sérgio Yamada, o assunto tem gerado enorme preocupação entre empresários e trabalhadores.

"Se a lei for aprovada, ela determinará que só poderão exercer profissões relacionadas à informática aqueles que possuem diploma de nível superior em Análise de Sistemas, Ciência da Computação ou Processamento de Dados. Isso é um absurdo".

Yamada afirma que sem a exigência de curso superior, já há dificuldade na contratação de mão de obra. Atualmente, segundo ele, a região de Maringá sofre com a falta de centenas de profissionais de TI. "Se tivesse 200 ou 300 pessoas com qualificação, não estariam desempregadas no momento", resume.

Para o empresário, pessoas sem graduação também podem ser aproveitadas na cadeia produtiva de TI. "Aquelas com ensino médio têm espaço nos serviços de suporte e help desk, desde que tenham algum nível de conhecimento específico".

A regulamentação não é vista como uma ameaça à empregabilidade pela UEM. Para o coordenador do curso de Informática, Donizete Carlos Bruzarosco, o mercado já reconhece a importância do diploma no momento da contratação.

"Recebemos uma quantidade enorme de pedidos de indicação de alunos, seja para estágio ou contratação", comenta. "Isso demonstra que o mercado considera importante que a pessoa tenha o curso superior ou esteja em andamento". A UEM também forma alunos no curso de graduação de Ciências da Computação.

No Cesumar, há os cursos de graduação de Rede de Computadores, Sistemas de Informação, Análise e Desenvolvimento de Softwares e Sistemas para Internet.

 

Encontro hoje
A carência de mão de obra é um dos gargalos que precisam ser superados para o crescimento do setor de TI em Maringá. Esse é um dos assuntos que serão discutidos hoje no 9º Encontro de Líderes dos Arranjos Produtivos Locais (APLs) de Software do Estado do Paraná, que acontece no Sebrae. Representantes das regiões de Maringá, Londrina, Curitiba, Cascavel, Ponta Grossa e Pato Branco participam do encontro, além do presidente nacional da Assespro, Luiz Mário Luchetta. A coordenação da APL de Maringá será assumida a partir de hoje por Ademir Faria, que recebe o cargo de Sérgio Yamada.

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Comentários

24 comentários

  • Leandro Lancelotti
  • | 04/04/2011 11:03:21
  • Eu não concordo com o Sr. Sérgio Yamada. Nós, profissionais de TI, estudamos duro na graduação / especialização e não temos reconhecimento algum. Disputamos vaga de igual pra igual com paraquedistas e afins. Sem contar que não temos sindicato.
  • Alessandro
  • | 04/04/2011 11:21:38
  • Se as empresas de Maringá tivessem vergonha na cara, ao invés de reclamar, parariam de explorar os estagiarios, e começariam a pagar salarios descentes para a categoria.
  • Alessandro
  • | 04/04/2011 11:22:36
  • Se o mercado de profissionais de TI de Maringá esta escasso, o fato deve-se a migração de profissionais da região para grandes centros, onde um salario inicial gira em torno de R$3.000,00 e não R$1000,00 como é aqui.
  • MARCELO HENRIQUE FELIPE
  • | 04/04/2011 11:34:38
  • Eu acredito que seria bom para as empresas que recebem este serviço. Pois haveria um Profissional responsável pelo software. Consequentemente seria ótimo para os bons Profissionais se destacarem. Hoje a empresa que é prejudicada não tem como reclamar
  • Zoio Silva
  • | 04/04/2011 11:41:23
  • Discordo da regulamentação. Ensino superior hoje não é garantia de qualificação profissional. Conheço muitas pessoas qualificadíssimas que nunca fizeram o ensino superior. Também conheço pessoas com graduação que não conhecem o básico de TI.
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