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04/05/2011 às 11:19 - Atualizado em 05/05/2011 às 07:20
O garoto João Daniel, de cinco anos, vai continuar sua luta contra a leucemia buscando um doador de medula óssea. O menino, conhecido como bombeirinho de Maringá, recebeu a notícia, no início da semana, que havia sido encontrado um possível doador em Curitiba. Exames realizados a partir de um cordão umbilical no Hospital das Clínicas indicaram, no entanto, que a taxa de compatibilidade é de apenas 40%. O resultado foi divulgado nesta quarta-feira (4).
"Conversando com o médico do Hospital das Clínicas em Curitiba avaliamos que o índice é muito pequeno para se realizar o transplante. O ideal seria pelo menos 80% de compatibilidade", conta a mãe do menino, Ana Paula Estevam, que esteve na capital nesta quarta-feira.
João Paulo Santos
A história de João Daniel tem divulgado a importância da doação de medula óssea
A família de João Daniel está na busca por um doador de medula óssea há um ano e seis meses. Este foi o primeiro exame de compatibilidade realizado pelo garoto. "Estamos frustrados, mas vamos voltar para Maringá e continuar nossa campanha com toda a força. Não vamos perder as esperanças", afirma Ana.
Uma grande luta
Há cerca de um ano, a história de João Daniel tem ganhado destaque em toda a imprensa como um símbolo para alavancar a campanha de doação de medula óssea. Em outubro de 2010, após uma semana de internação com várias sessões de quimioterapia, o Corpo de Bombeiros de Maringá realizou um dos desejos do menino, que sonha em ser bombeiro: o vestiu com o uniforme da corporação e o "resgatou" do quarto do Hospital do Câncer de Maringá a bordo de uma escada magirus.
Desde que João adoeceu, a família do menino iniciou uma forte campanha para aumentar o número de doadores. "É algo bom para meu filho e ajuda milhares de pessoas que passam pelo mesmo drama", ressalta Ana.
No dia 20 de abril, uma campanha para fazer o cadastro de doadores para o Registro Nacional de Doadores de Medula (Redome) ocorreu na praça Napoleão Moreira da Silva, em Maringá. João foi a grande estrela do evento, que coletou cerca de 300 novas inscrições.
Confira algumas informações importantes:
O que é leucemia?
A leucemia é uma doença maligna dos glóbulos brancos (leucócitos) de causa desconhecida. Ela tem como principal característica o acúmulo de células na medula óssea.
A doação
• A medula óssea é retirada do interior de ossos da bacia, através de punções. Recompõe-se em apenas 15 dias.
• Há Registros de Doadores de Medula Óssea, cuja função é cadastrar pessoas dispostas a doar. Quando um paciente necessita de transplante, este cadastro é consultado. Se for encontrado um doador compatível, ele será convidado a fazer a doação.
• Para o doador, será apenas um incômodo passageiro. Para o doente, será a diferença entre a vida e a morte.
Fazendo o cadastro
1. Pessoas entre 18 e 55 anos de idade, em bom estado de saúde (não ter doença infecciosa ou incapacitante) podem ser doadoras.
2. É possível se cadastrar como doador voluntário de medula óssea nos Hemocentros de cada Estado e cidade. Nesta quarta-feira a doação pode ser feita na Praça Napoleão Moreira da Silva.
3. Será retirada uma pequena quantidade de sangue (10 ml) e preenchida uma ficha com informações pessoais. O sangue será tipado por exame de histocompatibilidade (HLA) – teste de laboratório para identificar suas características genéticas que podem influenciar no transplante. O tipo de HLA será incluído no cadastro.
4. Quando aparecer um paciente, a compatibilidade será verificada. Caso seja confirmado, novos exames de sangue serão necessários e o atual estado de saúde passará por avaliação. O doador será consultado novamente e o transplante já poderá ocorrer.
Como ajudar?
Em Maringá, os interessados devem se dirigir ao Hemocentro Regional, realizar coleta de sangue periférico e preencher um cadastro.
O Hemocentro fica no complexo do Hospital Universitário. Outras informações pelos telefones (44) 2101-9150.
04/05/2011 às 11:19 - Atualizado em 05/05/2011 às 07:20
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