• Itaú e Bradesco abrem; greve segue sem acordo

  • Luiz de Carvalho

O pintor Carlos Senna perdeu a tarde de serviço ontem, para tentar trocar dois cheques que recebeu sexta-feira, mas além do serviço perdeu a paciência e voltou para casa frustrado e sem saber o que fazer. "Eu preciso do dinheiro para comprar material e pagar os rapazes que trabalham para mim".

Com a greve dos funcionários de bancos, que até ontem mantinha cerca de 50% das agências do País paradas, Senna foi apenas uma das várias pessoas que se frustraram por não conseguir trocar cheques.

 

Greve dos bancos atinge metade das agências do País; em Maringá, Itaú e Bradesco estão abertos

 

O pintor se revoltou ao ser barrado ontem à tarde na porta giratória da agência do banco HSBC da Avenida Getúlio Vargas, depois de ter perdido tempo e paciência ao tentar trocar outro cheque em uma agência da Caixa. "Sem material vou ter que parar o trabalho. Nem sei o que vou dizer para os rapazes da minha equipe".

Segundo o Sindicato dos Bancários, os únicos que terão algum privilégio serão os aposentados, pois a ordem do comando de greve nacional é intensificar e aumentar o número de agências em greve.

Mesmo assim, aposentados que estejam com senha vencida ou que precisam de algum outro serviço só serão atendidos no horário das 11 às 12 horas.

As agências do Bradesco e Itaú da região voltaram a funcionar esta semana por força de uma liminar expedida pela 2ª Vara Cível de Maringá.

Salários

Como são os dois bancos que movimentam boa parte das contas na cidade, acredita-se que isso reduzirá os problemas previstos com os pagamentos pelas empresas. Além disso, Sicredi e Sicoob, que operam contas dos empregados das grandes cooperativas, não fecharam.

Servidores públicos, que recebem pela Caixa e Banco do Brasil terão os pagamentos nas contas e poderão sacar nos caixas eletrônicos.

Para empregados de empresas de maior porte, o quinto dia útil não deverá trazer dificuldades, pois geralmente o dinheiro já está depositado e a autorização para cair nas contas pode ser feita via internet.

"O problema maior será para os empregados das empresas pequenas, que ainda pagam em cheque, e para os prestadores de serviço, que geralmente recebem direto do cliente. "Dependendo do valor, o cliente pagará em cheque", disse ontem um gerente de banco que pediu que seu nome não fosse citado.

"Se o valor for pequeno, a pessoa poderá trocar pagando contas no comércio, mas dependendo da quantia, terá que esperar o fim da greve".

 

Impasse
A greve dos bancários começou no último dia 27, após a rejeição da proposta de reajuste de 8% apresentada pela Federação Nacional dos Bancos (Fenaban), que representa 0,56% de aumento real. A categoria reivindica reajuste de 12,8%.

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