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31/10/2011 às 09:49 - Atualizado em 01/11/2011 às 07:27
A tempestade que caiu sobre o Paraná neste fim de semana causou estragos em todo o Estado. Em Maringá, o Aeroporto Silvio Name Júnior registrou, por volta das 16h30 de sábado (29), ventos de até 111 km/h. Na UEM, a velocidade chegou a 75 km/h. O resultado foi a queda de 32 árvores e mais de 150 galhos grandes. Conforme a Polícia Militar, pelo menos 12 veículos foram danificados. No Parque da Gávea, o escritório de uma construtora ficou completamente destruído.
A situação mais grave ocorreu na Rua dos Alecrins, no Conjunto Borba Gato, por volta das 19h30 de sábado. Um motociclista bateu contra uma árvore que estava caída sobre a via. Ele foi socorrido pelos bombeiros, mas morreu na madrugada de domingo, no Hospital Santa Rita.
"Os locais mais atingidos foram em volta do Bosque Dois e Parque do Ingá, como Avenida Humaitá e Avenida Anchieta. Houve situações graves também na Avenida Paiçandu, Brasil, no Conjunto Borba Gato, Hortência e Requião", conta o gerente de Parques, Jardins e Arborização da Secretaria de Serviços Públicos, João Fragoso.
Várias casas foram destelhadas (os números ainda não foram confirmados). No sábado, uma árvore caiu no Parque Hortência II, na Rua Antônio Carnelossi, e destruiu a grade do portão de uma residência, a calçada e danificou a carroceria de um caminhão. No Parque da Gávea, o escritório da construtora Austin teve três paredes de vidro destruídas. Várias casas na região foram destelhadas.
Na madrugada de domingo (30), outra forte ventania, com ventos de até 70 km/h, também causou estragos. Na Rua Vitória, na Vila Esperança, uma árvore caiu sobre uma casa e danificou uma caminhonete L-200 e um Peugeot 206. O proprietário, Jamil Mohamed Rehman, reclamou que já havia solicitado a remoção da árvore em maio deste ano. Na Rua Urutau, no Ney Braga, uma árvore caiu sobre duas casas e danificou um muro que separa as residências, além do poste interno de luz e o telhado de uma das casas.
Equipes do Corpo de Bombeiros, Polícia Militar e Secretaria de Serviços Públicos trabalharam incansavelmente no fim de semana. "Foi uma calamidade, tivemos que pedir reforços, e mesmo com 80 homens da secretaria nas ruas não demos conta de tanto serviço. Ainda hoje continuamos o trabalho de limpeza com cerca de 50 funcionários trabalhando. A expectativa é que o serviço só termine amanhã", conta Fragoso.
Ivan Amorin
No Parque da Gávea, o escritório da construtora Austin teve três paredes de vidro destruídas e móveis danificados. Várias casas na região foram destelhadas.
Várias árvores caíram sobre a fiação de energia elétrica. Entre sábado e as 14 horas de domingo, cerca de 40 mil unidades consumidoras de Maringá ficaram sem energia elétrica. No Jardim Itaipu, segundo o relato de internautas, algumas localidades ficaram 24 horas sem luz. Conforme a assessoria de imprensa da Copel, os bairros mais afetados foram o Jardim Alvorada e Cidade Alta.
Ainda nesta segunda-feira alguns pontos isolados da cidade permaneciam sem luz. Equipes da Copel continuam trabalhando, em todo o Estado, para fazer os reparos necessários.
Choque de temperaturas
Conforme o meteorologista Samuel Braun, do Instituto Tecnológico Simepar, a tempestade foi causada por conta de um encontro de uma frente fria, vinda do Rio Grande do Sul, com a atmosfera aquecida. "Como estava muito calor, o choque foi grande. É comum ter tempestades e vendavais quando a diferença de temperatura e pressão é grande", afirma.
Segundo o meteorologista, a frente fria se deslocou para o sudeste do País. Nesta segunda-feria (31), deve haver pancadas de chuva isoladas em Maringá, mas a expectativa é que o tempo fique estável nos próximos dias.
"A passagem da frente fria deve deixar as temperaturas mais amenas nos próximos dias, especialmente durante a noite e início da manhã, mas não há previsão de chuva forte para esta semana", relata.
Paraná
A tempestade causou estragos em todo o Paraná. Ao todo foram cerca de 110 mil pessoas afetadas, deixando 253 desalojados (grande parte na região Oeste). Cerca de 2,2 mil casas foram danificadas. Uma pessoa morreu.
Em Cascavel, ventos de mais de 100 km/h afetaram mais de 800 pessoas e danificaram cerca de 200 residências.
Segundo a Defesa Civil, a cidade de Vera Cruz do Oeste foi a que mais sofreu danos, com cerca de 6 mil pessoas afetadas e 1.200 residências danificadas, em função de uma chuva de granizo.
Em Foz do Iguaçu, um homem de 56 anos morreu após uma laje cair sobre ele durante o vendaval, informou a 9ª Coordenadoria Regional de Defesa Civil.
Em Santo Antônio da Platina (Norte Pioneiro), um garoto de seis anos está desaparecido desde as 18h30 deste domingo (30). Ele foi carregado pela água da chuva torrencial que caiu sobre a região. Conforme os bombeiros, o garoto caiu em um bueiro, enquanto brincava com amigos no Conjunto Aparecidinho III.
31/10/2011 às 09:49 - Atualizado em 01/11/2011 às 07:27
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