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30/11/2011 às 02:00 - Atualizado em 30/11/2011 às 02:00
João Bombeirinho se transformou em símbolo nacional da campanha pela doação de medula óssea. O grau de sensibilização com a história do garoto de 6 anos, que há 4 luta contra a leucemia, pode ser medido de maneira prática: após o movimento de conscientização iniciado pela mãe, a cozinheira Ana Paula Estevam, a procura espontânea ao Hemocentro de Maringá para registro de doadores de medula óssea aumentou 70%.
Já são 34 mil cadastrados no Hemocentro de Maringá, e o registro continua crescendo. A cada mês, cerca de 350 pessoas entram para o banco de dados, seja por procura espontânea ou depois de esclarecidos por funcionários do órgão: quando alguém comparece ao hemocentro para fazer qualquer exame, recebe a proposta de se tornar também um doador.
Entrando para o cadastro do Hemocentro, há chances de ajudar não apenas moradores da região, mas de todo o Brasil, pois a amostra entra para o Registro Brasileiro de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), instalado no Instituto Nacional de Câncer (Inca), no Rio de Janeiro.
João Bombeirinho; ele dá forças para
que a mãe continue trabalhando
Os dados pessoais e os resultados dos testes são armazenados em um sistema informatizado, que realiza o cruzamento com dados dos pacientes que estão precisando de um transplante.
Em caso de compatibilidade com um paciente, o doador é então chamado para exames complementares e para realizar a doação. A assistente social do Hemocentro de Maringá Tereza Maria Peluso ressalta a importância da figura de João Bombeirinho para o aumento dos doadores.
"Não podemos personalizar, dizer que a medula doada vai necessariamente para ele. Mas como garoto-propaganda, ele foi fundamental. Uma história dessas sensibiliza muita gente", diz.
Luta contínua
Ana Paula se emociona ao saber que já ajudou muita gente com a campanha que iniciou, mas torce para que cresça cada vez mais o número de doadores, pois João ainda não encontrou um adequado. Estudos indicam que a chance de encontrar uma medula compatível é, em média, de uma em cem mil.
Ana Paula não perde a fé, mas admite que àss vezes fica prostrada. "Posso resumir minha vida como estar com uma bomba-relógio dentro do meu peito. O João é que é minha fortaleza, tem uma coragem absurda. Se me vê chorando, já fala para eu não ficar assim, que tudo vai ficar bem."
Para se dedicar ao filho, Ana Paula deixou os empregos. A renda familiar, além do trabalho do marido, é complementada pela venda de camisetas da campanha e por bingos beneficentes.
"É muita gente ajudando, o Brasil inteiro dando apoio, isso ajuda bastante", diz. João passa por sessões quinzenais de quimioterapia.
Onde se cadastrar
Hemocentro do HU de Maringá
Avenida Mandacaru, 1600
Fone 2101-9400
Das 7h às 18h30, seg / sex das 8h às 12h, sábados
Exigência: ter entre 18 e 55 anos e gozar de boa saúde
30/11/2011 às 02:00 - Atualizado em 30/11/2011 às 02:00
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