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29/12/2011 às 02:00 - Atualizado em 29/12/2011 às 14:47
O Governo Federal publicou esta semana o decreto presidencial que prorroga até o final de 2012 a redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para os materiais de construção. Na avaliação da Associação Nacional dos Comerciantes de Material de Construção (Anamaco) a medida garante fôlego para manter o setor aquecido e para dar continuidade ao programa Minha Casa, Minha Vida.
"Uma eventual volta do IPI poderia encarecer ainda mais os produtos ao consumidor final e isso, possivelmente, acarretaria queda de vendas", disse o presidente da Anamaco, Cláudio Conz. A publicação do decreto de prorrogação do IPI reduzido era aguardada pelo setor desde agosto, quando houve o lançamento do Plano Brasil Maior.
Em Maringá, a notícia da prorrogação foi bem recebida pelas empresas do setor. O gerente da Japurá Acabamentos, Ricardo Galli, considera que a volta do IPI sobre os produtos poderia provocar uma alta imediata de 10% no preço praticado para o consumidor final. "Teríamos que repassar o imposto aos produtos. Agora vai ser possível manter os preços e, dependendo da situação, pode até puxar para baixo", avaliou.
Rafael Silva
Loja de materiais de construção em Maringá; alguns produtos têm o mesmo preço há 3 anos
Na opinião de Galli, a redução do IPI tem colaborado para manter o setor aquecido e isto permite que o consumidor adquira produtos com melhor qualidade. "Permite comprar um produto de melhor qualidade com os preços que eram praticados em produtos mais populares antes da redução do IPI", explicou.
O coordenador de vendas da Casa São Paulo de Maringá, Helizeu Diniz, concorda que a redução do IPI fez a diferença no setor. Agora, a tendência é que o mercado se mantenha aquecido. "A redução no IPI aqueceu o mercado e fez uma diferença muito significativa, principalmente em 2010. Acredito que, continuando com a redução, vai ser possível manter, em termos de vendas, esta situação."
15%
Seria a taxa do IPI sobre
metais, por exemplo.
Com a redução, o imposto
é de 5%.
O gerente do Depósito Rio Branco, Lourival Conte Junior, revelou que estava com medo da volta do IPI e de um aumento inevitável no preço da maioria dos materiais. "Hoje, por exemplo, o produto cerâmico tem o mesmo preço de 2, 3 anos, o que é ótimo para o setor. Só temos que aguardar o que o governo vai decidir em termos de substituição tributária, pois esta medida, prevista para janeiro, deve onerar o preço de outros produtos", afirmou.
29/12/2011 às 02:00 - Atualizado em 29/12/2011 às 14:47
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