• Rede pública de Maringá retoma as aulas; professores marcam protesto

  • Rubia Pimenta
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Alunos do ensino municipal e estadual voltam às aulas nesta quarta-feira (8). Ao todo são mais de 69 mil estudantes em Maringá, sendo 40 mil da rede estadual e 29 mil da municipal. Logo de cara os alunos terão as aulas reduzidas nesta quinta-feira (9)  por conta de um protestos dos professores. Na rede municipal, a entrega dos kits escolares deve começar a partir de quinta-feira (16). Quatro escolas apresentam dificuldade na infraestrutura e ainda estão passando por reformas.

Nesta quinta-feira, a partir das 10h, professores da rede estadual realizam um protesto em frente ao Núcleo Regional de Educação, em Maringá, na Avenida Carneiro Leão. As aulas serão reduzidas de 50 para 30 minutos e os estudantes serão dispensados após o intervalo.

O protesto acontece em todo o Paraná e exige do governo a implantação de um terço de hora-atividade, previsto na Lei do Piso do Magistério. Pela lei, os professores terão direito a 1/3 de sua carga horária destinada a preparação de aulas e realização de cursos.

"É uma mudança que com certeza irá melhorar a qualidade do ensino", afirma o secretário geral da APP Sindicato dos Trabalhadores em Educação Pública em Maringá, Luiz Fernando Rodrigues.

Pela proposta, os professores diminuiriam a quantidade de horas trabalhadas dentro das salas de aula. "Por isso seria necessário contratar mais professores. O impacto da implantação dessa proposta seria de aproximadamente R$ 23 milhões, mas como o governo quer gastar mais de R$ 140 milhões com propaganda este ano, acredito que depende apenas de vontade política. Nós só queremos o que está determinado por lei", fala.

Os professores também querem a implantação de novo sistema de saúde, substituindo o SAS, investimento de 10% do PIB estadual em Educação e melhorias na carreira dos funcionários das escolas.

Conforme a chefe regional do Núcleo Regional de Educação, Maria Inês Teixeira Barbosa, o Governo do Estado já está negociando para a implantação do acréscimo na hora-atividade.

"O secretário de Educação, Flávio Arns, tem o maior interesse em fazer cumprir a lei. A medida com certeza vai ser aprovada em breve, pois é uma determinação federal. Obviamente é necessário um planejamento, mas com certamente será implantado em breve", afirma Maria Inês.

Sobre os outros ítens da pauta, ela afirmou que o governo já está em negociação com a APP. "O governador quer priorizar a educação no estado. Este ano, por exemplo, não registramos falta de professores nas escolas no início do ano. Estamos tendo muita facilidade de obter o que é  necessário para as escolas da cidade", conta.

Obras

Na rede municipal, quatro escolas não iniciaram suas aulas hoje; são elas: Escola Municipal Miriam Palandri, Rosa Palma, Doutor João Batista Sanches e CMEI Gerardo Braga.

Segundo a secretária Edith Dias, elas estão passando reforma e os espaços alugados estão sofrendo obras de adequação para abrigar as aulas. As três primeiras escolas devem retornar as aulas na segunda-feira (13), o CMEI ainda não tem data prevista.

Na rede estadual, quatro colégios estaduais de Maringá devem passar por reformas ainda este semestre. São eles: Colégio Estadual Vinícius de Morais, Tomaz Edison, Silvio Barros e Alfredo Moises Maluf.

Conforme a chefe do Núcleo de Educação, os colégios não realizaram a reforma durante as férias devido ao cronograma do Governo do Estado. "Neste período o governo priorizou as reformas nos 500 colégios que precisavam de obras com emergenciais. Estes de Maringá precisam de reformas pontuais em telhados ou ampliação de salas de aula, por isso não houve urgência", explica Maria Inês.

Escolas Municipais

A volta as aulas acontece também na rede municipal. Os kits escolares devem começar a ser distribuídos a partir de quinta-feira (16) para 13 mil estudantes.

Neste ano vários itens foram acrescentados nos kits que são específicos para cada série de ensino. Na Educação Infantil a novidade é a inclusão da mochila escolar, garrafa de água squeeze, e canetas hidrográfica jumbo (Infantil IV e V).

No ensino Fundamental, de acordo com a série, foram incorporados dicionário, mochila escolar, compasso, régua geométrica, garrafa de água squeeze e caneta hidrográfica jumbo. Já na Educação de Jovens e Adultos foram incluídos cadernos quadriculados, de linguagem brochura ¼, caneta hidrográfica, lápis grafite jumbo e de cor super, além de régua geométrica, garrafa de água squeeze, pasta escolar e dicionário.

Volta às aulas sem dengue

Para aproveitar o retorno às aulas, as secretarias municipais de Educação e Saúde lançam nesta quarta-feira, às 10 horas, na Escola Municipal Odilon Túlio Vargas, localizada no jardim Verônica, a campanha Volta às Aulas sem Dengue, que vai abranger toda a rede de ensino. Através da campanha as secretarias pretendem mobilizar os estudantes da rede municipal para um alerta às famílias sobre os riscos da dengue neste período.

Durante a Volta às Aulas sem Dengue os alunos vão receber orientações dos agentes ambientais com informações sobre os principais pontos onde são encontrados focos de mosquito da doença. Um dos objetivos da ação é conscientizar e mobilizar a comunidade para manter os ambientes livres de resíduos e condições de água parada, sobretudo em lixo e resíduos, pratos e vasos de plantas, além de tinas e reservatórios de pneus.

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