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09/02/2012 às 15:01 - Atualizado em 09/02/2012 às 19:39
Cerca de 20 alunos registraram denúncias, junto ao Conselho Tutelar de Maringá, alegando que não conseguem se matricular em algumas escolas estaduais de Maringá. As reclamações se concentram na região do Cidade Alta, em especial no Colégio Estadual Vinícius de Moraes.
Conforme o conselheiro Carlos Bonfim, desde o ano passado centenas de pessoas se mudaram para aquela região, em função das casas populares construídas pelo programa Minha Casa Minha Vida. As escolas, no entanto, não sofreram aumento e estão no limite de sua capacidade.
Para Bonfim, a situação é grave, pois a maioria das crianças que não estão matriculadas vêm de famílias em situação de risco. "Muitas delas estão inscritas em programas de contraturno escolar, justamente para não ficar fora da escola", afirma.
Nesta tarde, Bonfim deve conversar com o Ministério Público da Educação para buscar uma solução para o impasse.
A diretora do Colégio Estadual Vinícius de Moraes, Maria Célia Marcondes, afirma que desde 2006 estão requisitando a construção de quatro novas salas de aula. "Já prevíamos que o bairro iria aumentar e não temos estrutura par atender a todos", afirma.
Segundo Maria Célia, além da grande demanda, existem também vários pedidos de pessoas de outras regiões que querem estudar no colégio. "Tem pai que não quer que o filho estude em determinada escola e faz questão que o matriculemos aqui", afirma.
Ela ressalta que em cada sala de aula atualmente existem cinco alunos a mais do que o recomendado. "Minha lista de espera para o sexto ano é de mais de 60 pessoas", exemplifica.
A assistente de chefia do Núcleo Regional de Educação, Marlene Galhardo Mochi, afirma que não há falta de salas de aula na cidade. "O que existe é uma má distribuição. Todos daquela região querem estudar no Vinícius de Moraes, porque é o mais próximo das casas populares, mas existem outros colégios na região que estão com salas sobrando vagas", explica.
Segundo Marlene, o Núcleo está ciente de que existem alunos sem matrícula na região. "Estamos dando prioridade a eles. Uma das hipóteses que pensamos para solucionar o problema é levá-los para os colégios onde existem vagas sobrando", afirma.
Quanto aos estudantes que desejam estudar no Colégio Vinícius de Moraes, ela afirma que dará prioridade de matrícula aos mais novos. "É sempre melhor que os menores estudem perto de suas casas. Os mais velhos podem utilizar a circular para ir estudar. O problema é convencer os pais a concordarem com essa distribuição", afirma.
Quanto a construção de mais salas no colégio Vinícius de Moraes, Marlene ressalta que o governo do estado programou uma reforma na instituição ainda este semestre.
O conselheiro Bonfim que marcar uma reunião urgente entre os dirigentes de escolas da região, Ministério Público e Núcleo Regional de Educação o quanto antes para discutir a situação. "O que não podemos é deixar as crianças sem aula", fala.
09/02/2012 às 15:01 - Atualizado em 09/02/2012 às 19:39
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