• Doador de medula óssea precisa de cartão do SUS

  • Vanda Munhoz

Quem quer se cadastrar para doar medula óssea precisará, além de documentos pessoais, apresentar o Cartão Nacional de Saúde. Todo doador precisa estar cadastrado no Sistema Único de Saúde (SUS). A medida se transformou em um entrave para as pessoas que não dependem da saúde pública, mas querem ser doadores.

É que o cartão só pode ser retirado nas Unidades Básicas de Saúde (UBS). Assim, o interessado deverá, antes de ir ao hemocentro, procurar um posto.

A assistente social do Hemocentro Regional de Maringá, Teresa Maria Pauliqui Peluso, diz que tenta viabilizar a possibilidade de emitir o cartão. "Em Ribeirão Preto já conseguiram a autorização para isso", compara. Nas UBSs, o interessado precisa apresentar documento de identidade, CPF e comprovante de residência para fazer o cartão. O número da inscrição é manuscrito e o cartão entregue na hora. Segundo informações do posto de saúde da Zona Sul de Maringá, não há filas para isso, o atendimento é feito no balcão e é rápido.

O hemocentro argumenta sobre a exigência. "O banco de dados de doadores de medula é público, ligado ao SUS, por isso é preciso o cartão. As pessoas dizem que não usam o SUS, mas se eventualmente precisarem de um transplante de medula, a busca será pelo SUS", explica Teresa.
Ela diz que, desde quando a portaria entrou em vigor, poucos doadores de medula não tinham cartão. "Às vezes, a pessoa tem e não se lembra.

O cartão é feito, por exemplo, quando ela toma uma vacina. Sempre fazemos uma busca no sistema e, na maioria das vezes, encontramos o cadastro no SUS."

SAIBA MAIS


Doadores
Para doar medula óssea é
preciso ter:
Entre 18 anos e 55 anos
Apresentar RG e Cartão
Nacional de Saúde

Procure Hemocentro Regional
de Maringá
Avenida Mandacaru, 1.600
Vila Santa Izabel
Telefones: (44) 3011-9400
ou 3011-9151

Desde 2001, quando começou a funcionar o sistema de doação de medula no Hemocentro de Maringá, já foram cadastrados 34.991 pessoas do município e mais 29 cidades da região. Os doadores são cadastrados no banco denominado Registro Nacional de Doadores Voluntários de Medula Óssea (Redome), sediado no Instituto Nacional do Câncer, no Rio de Janeiro, e que faz parte de um sistema de busca de compatibilidade internacional.

O doador, no momento em que se cadastra, cede cinco mililitros de sangue (retirado da veia do braço) para análise e registro de compatibilidade. "Diariamente, o Redome cruza os dados entre doadores e receptores no Brasil e em outros países. Tivemos vários casos no Brasil em que os dados são compatíveis com receptores do exterior."


Coleta

Dois métodos são utilizados para a retirada de medula e são feitos conforme a indicação médica para cada paciente. Em um, é feita a punção e a medula é coletada diretamente do interior do osso da bacia. A outra é por aférese, um procedimento que filtra as células-tronco que passam pelas veias.

 

EXPLICAÇÃO

"O banco de dados
de doadores de medula
é público, ligado ao SUS,
por isso é preciso o
cartão"

Teresa Maria Pauliqui
Peluso
Assistente social do
Hemocentr de
Maringágenda

A medula óssea é o que popularmente chamam de tutano, uma substância gelatinosa encontrada na cavidade de alguns ossos. "As pessoas confundem com medula espinhal ou da coluna vertebral. Não é nada disso, não há nenhuma ligação. Medula são as células-tronco que produzem o sangue", explica a assistente social.

Ela ressalta que, embora os números de doadores cadastrados em Maringá sejam altos, é raro conseguir compatibilidade entre doador e receptor. "Por isso, é preciso que cada vez mais as pessoas se cadastrem", completa.

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