O Estado Islâmico (EI) baniu os árbitros de um de seus redutos na Síria porque os profissionais defendiam as regras da Federação Internacional de Futebol (Fifa) em vez da lei da Sharia - o conjunto de leis islâmicas baseadas no Alcorão (livro sagrado do Islã) responsáveis por ditar as regras de comportamento dos muçulmanos.

Os comandantes disseram do EI informaram aos organizadores do jogo que os árbitros seriam banidos porque as decisões "não julgam de acordo com o que Allah revelou", segundo o Observatório Sírio de Direitos Humanos (Sohr, na sigla em inglês), com sede no Reino Unido.

Os chefes do Estado Islâmico alegam que algumas das regras da Fifa são "uma violação dos mandamentos de Allah e da Sunnah - a segunda fonte da lei islâmica depois do Alcorão" - embora não esteja exatamente claro quem desafia as leis islâmicas defendidas pelos militantes.

Também está sendo escrito um novo conjunto de regras que permitem que um jogador lesionado reivindique uma compensação ou se vingue de seus adversários sob a lei da Sharia, reporta o Sohr.

As novas regras devem ser introduzidas na nova temporada de futebol no território de Deir ez-Zor, na Síria, prevista para começar em breve.

"Temos sorte porque o futebol que jogamos não é executado com o nome da Fifa. Se não, a organização (EI) teria parado os jogos de uma vez por todas e não apenas a arbitragem", afirmou um jogador à Sohr.

Acredita-se também que o Estado Islâmico proibiu uma série de outras atividades em seus territórios, incluindo dançar, fumar e assistir televisão estrangeira.

Novas regras são regularmente impostas em áreas tomadas pelo EI, onde tribunais locais rígidos apresentam leis baseadas na jurisprudência islâmica e lidam com infrações.

Punições rigorosas podem ser impostas a quem viola suas leis, incluindo decapitação, tiros, açoites, ser queimado vivo ou apedrejado até a morte.

As informações são do Daily Mail.

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