O presidente Emmanuel Macron enfrenta seu primeiro grande teste público na França nesta terça-feira, quando sindicatos realizam protestos nacionais contra mudanças nas leis trabalhistas que segundo eles corroem a segurança dos trabalhadores. A importante central sindical CGT lidera as manifestações e pediu a paralisação do transporte público e de outros setores, além de programar 180 manifestações.

Os protestos são uma resposta a projetos de lei apresentados no mês passado que reduzem o poder dos sindicatos e dão mais poder às empresas para demitir funcionários e influenciar as regras do mercado de trabalho. Alguns sindicatos, porém, recusam-se a se unir às manifestações e preferem negociar com o governo as alterações, que incluem mudanças nas regras para a aposentadoria.

Os protestos desta terça-feira são a primeira mostra pública de descontentamento com Macron, que vem perdendo popularidade rapidamente. O presidente hoje visita ilhas francesas no Caribe atingidas pelo furacão Irma.

A polícia de Paris reforçou a segurança na capital para os protestos. Milhares de pessoas marchavam na manhã de terça-feira em várias cidades, como Marselha. Em Paris, há uma marcha marcada para esta tarde.

Representante da CGT, Denis Vavassori disse à agência Associated Press que alguns funcionários da Torre Eiffel planejam parar de trabalhar e protestar, mas não está claro se com isso o monumento poderia ser fechado para os turistas. Fonte: Associated Press.

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