A Arábia Saudita afirmou nesta segunda-feira que a coalizão liderada por ela que enfrenta rebeldes xiitas no Iêmen começará a reabrir aeroportos e portos no Iêmen, o país árabe mais pobre, dias após fechá-los por causa de um ataque de um míssil lançado por rebeldes tendo Riad como alvo.

O anúncio da missão saudita na Organização das Nações Unidas ocorre após a coalizão que enfrenta os rebeldes iemenitas, conhecidos como houthis, enfrentar críticas internacionais pelo fechamento. A ONU e mais de 20 grupos humanitários afirmaram que a medida poderia deixar milhões de pessoas mais próximas "da fome e da morte".

"O primeiro passo neste processo será adotado dentro de 24 horas e envolve a reabertura de todos os portos em áreas controladas" pelo governo internacionalmente reconhecido do Iêmen, apoiado pela coalizão, disse a missão em comunicado. Esses portos estão em Áden, Mocha e Mukalla. No caso de portos em territórios disputados, como Hodeida, a missão disse que pediu à ONU que envie uma equipe de especialistas para discutir maneiras de garantir que armas não sejam contrabandeadas.

A coalizão liderada pelos sauditas espera garantir que não ocorra o contrabando de armas e munições nem de partes de mísseis ou dinheiro, que segundo ela chegam do Irã ou de "cúmplices iranianos dos rebeldes houthis".

A Arábia Saudita anunciou o fechamento de todos os portos após um míssil atingir Riad em 4 de novembro. A Arábia Saudita e os Estados Unidos acusam o Irã de enviar o míssil usado no ataque, o que os houthis negam. O Irã nega que envie armas ao Iêmen, mas tem apoiado os houthis em sua campanha. Fonte: Associated Press.

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