O Departamento para Saída do Reino Unido da União Europeia vai formalizar nesta quinta-feira a entrega das propostas britânicas ao bloco comum, em um sumário intitulado pelo governo da primeira-ministra Theresa May como "Livro Branco". O documento reforça a proposta de livre comércio de bens e propõe a criação de parcerias nas áreas de segurança, dados, ciência e inovação. Parte dele foi divulgada na sexta-feira passada e outra parte, liberada à imprensa a partir de 0h01 (hora local em Londres, 20h01 de Brasília).

"O Livro Branco detalha nossa proposta em todas essas áreas, estabelecendo uma visão abrangente para o relacionamento futuro", disse o secretário britânico para o Brexit, Dominic Raab, empossado na segunda-feira no cargo.

No centro da proposta que vai ser encaminhada à UE, além da zona de livre comércio de bens, o Reino Unido defende a garantia de proteção de empregos e do padrão de vida dos britânicos.

Além disso, os compromissos partilhados entre o bloco e a ilha em relação às Irlandas, um dos pontos mais sensíveis das negociações do Brexit, estão mantidos.

Desta forma, o secretário do Brexit alega que, terminado o processo de divórcio da UE no ano que vem, "o Reino Unido terá a flexibilidade necessária para estabelecer suas próprias tarifas para o comércio com o resto do mundo e liderará globalmente um esforço para abrir mercados de serviços em todo o mundo".

Ontem, a primeira-ministra da Alemanha, Angela Merkel, disse que, uma vez de posse do Livro Branco, caberá aos demais 27 Estados-membros da UE, sob a liderança do presidente da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, e do negociador-chefe do órgão para o Brexit, Michel Barnier, formar uma opinião sobre as sugestões do Reino Unido e reagir a elas "em uma resposta conjunta".

Em comunicado, Raab disse que, juntamente com essa parceria econômica "sem precedentes" com a UE, os britânicos querem construir "uma parceria de segurança incomparável e uma parceria inigualável em questões transversais como dados, ciência e inovação".

Na avaliação de Raab, os termos do Livro Branco "respeitam o plebiscito do Brexit" e dá ímpeto às negociações com a UE.


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