Cerca de 600 estudantes do Campus de Tecnologia da Universidade Estadual de Maringá (UEM) em Umuarama (a 170 km de Maringá) paralisam as aulas nesta sexta-feira (30) para realizar um protesto. Após um mês de desocupação da reitoria, eles estão exigindo o cumprimento dos prazos estabelecidos durante a negociação com o Governo do Estado para o fim do movimento. Os estudantes ressaltam também que muitos dos participantes da ocupação estão sendo perseguidos.

A paralisação deve acontecer apenas nesta sexta-feira. Os cerca de 400 estudantes do campus de Ciências Agrárias, em Umuarama, continuam as atividades normalmente. No dia 5 de outubro está prevista uma paralisação geral de todos os campi da UEM.

No campus de Tecnologia as portas das salas de aula estão fechada com cartazes de protesto. Várias atividades culturais estão sendo realizadas, além de debates e palestras. Há previsão de que aconteça uma passeata durante à tarde ao redor do campus.

 

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Cartazes espalhados pelo campus de Umuarama: estuda-
tes querem RU e mais professores

"Queremos lembrar à reitoria e ao Governo do Estado que não vamos esquecer as promessas que eles nos fizeram, ao negociar o fim da ocupação da reitoria", fala o presidente do Diretório Acadêmico das Engenharias e Tecnologias (DAET) do campus de Umuarama, Gabriel Lopri de Aguiar.

 

Entre as reivindicações para o Campus de Umuarama estão a instalação de Restaurante Universitário (RU), efetivação de professores e agentes universitários, restruturação e construção de laboratórios, construção de novas salas de aulas, aumento do repasse de verbas para os campus regionais entre outras.

Perseguições

Conforme Aguiar, os estudantes também protestam pela suposta perseguição que alguns dos envolvidos no movimento estariam sofrendo por parte da reitoria.

"Eles se comprometeram a não criminalizar ninguém, mas sabemos que bolsistas que têm envolvimento no Diretório Central dos Estudantes (DCE) tiveram desligamento de suas bolsas de Projeto de Iniciação Científica. Alunos que trabalham em setores administrativos da UEM foram demitidos e oito estudantes estão sendo processados pela Polícia Federal, após pedido da Reitoria", relata.

A reportagem entrou em contato com a reitoria da UEM, e aguarda o pronunciamento da instituição.

Paralisação geral

Segundo o presidente do Daet, na próxima quarta-feira (5), deve haver uma paralisação geral em todos os campi da UEM, inclusive Maringá. "Estamos trabalhando para conseguir mobilizar os estudantes até semana que vem", afirma Aguiar.

O foco da manifestação será o cumprimento das promessas feitas pelo Governo do Estado e o fim das perseguições aos participantes do movimento de ocupação da reitoria da UEM.

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