Os estudantes do curso de Engenharia Agrícola da Universidade Estadual de Maringá (UEM), em Cidade Gaúcha (a 142km de Maringá), decidiram em assembleia no início da tarde desta quarta-feira (28) suspender as atividades acadêmicas esta semana. O protesto é pelo impasse que envolve a instalação de um refeitório no campus e o auxílio alimentação.

Segundo Rafael Luiz Panini, aluno do 5º ano de Engenharia Agrícola, há dois anos os estudantes do campus de Cidade Gaúcha esperam pela construção do Restaurante Universitário (RU). "Em 2010, quando fizemos a reivindicação, a Reitoria pediu que nós elaborássemos um projeto arquitetônico, projeto esse que foi feito e entregue aos responsáveis, mas que nunca saiu do papel", alega o acadêmico.

Sob a alegação de falta de recursos, a instalação do RU foi adiada pela administração da UEM mediante a promessa de terceirizar o serviço de fornecimento de marmitas aos estudantes do campus como solução emergencial. "O reitor prometeu que contrataria uma empresa e que nos pagaríamos R$ 1,60 pela marmita, o preço de uma refeição no RU da sede, o restante do valor seria pago pela universidade. Só que até agora isso não foi colocado em prática", reclama Rafael.

O alundo do 5º ano de Engenharia Agrícola diz que, sem a opção do RU e das marmitas, os acadêmicos precisam recorrer aos restaurantes da cidade onde chegam a pagar entre R$ 5,00 e R$ 10,00 por um refeição. "É muito caro", alega o universitário.

Um documento elaborado ao fim da assembleia foi encaminhado ao reitor da UEM, Júlio Santiago Prates, cobrando um posicionamento sobre o fornecimento das marmitas e informando sobre a paralisação das atividades. Uma cópia também foi enviada à Secretaria de Estado de Ciência, Tecnologia e Ensino Superior (Seti). Uma nova assembleia está agendada para a manhã de segunda-feira (2) quando os acadêmicos vão decidir se retornam às salas de aula.

Procurado pela reportagem, através da assessoria de imprensa, o reitor da UEM, Júlio Santiago Prates, informou que a licitação para a contratação de uma empresa terceirizada para o fornecimento de marmitas já foi encaminhada. A respeito da cobrança de edificação de um refeitório, ele respondeu que o campus já conta com um espaço para a refeições.

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