A Federação das Apaes do Estado do Paraná está se mobilizando para a redação final do Plano Nacional de Educação (PNE) na Comissão de Educação da Câmara dos Deputados na terça-feira (12).

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A preocupação principal das Apaes é pela possível retirada da meta quatro, que prevê a manutenção das escolas de educação especial conforme foi definida em diversas audiências públicas realizadas em todo o Brasil.

De acordo com a presidente da Federação da Apaes do Paraná, Neusa Soares de Sá, o ministro da Educação, Aloizio Mercadante, tem defendido publicamente a inclusão total dos alunos especiais no ensino comum. "Solicitamos a manutenção das escolas especiais para aqueles alunos com deficiência intelectual e múltipla que não têm condições de acompanhar a rede comum de ensino pelas suas necessidades. Inicialmente, esta solicitação foi retirada, fizemos duas manifestações e ela foi incluída novamente. O ministro tem declarado que o financiamento vai atingir somente àqueles alunos que estiveram na rede comum e por esta pressão tememos que a meta quatro seja retirada novamente", explicou à Rádio Paiquerê AM.

A presidente das Apaes explicou a diferença entre o ensino comum e o especial e o direito que as famílias tem em escolher onde os filhos vão estudar. "O atendimento que fazemos na Apae é diferenciado e contínuo. Trabalhamos com alunos de maior grau de comprometimento e que precisam de um currículo adaptado e flexível às suas necessidades. Nós damos também o apoio na questão da saúde e as próprias famílias tem o direito de escolher ondes seus filhos vão estudar. Este grupo vai acabar não atingindo o sucesso acadêmico. Será que a nossa rede pública comum está preparada para isso?", indagou.

As Apaes do Paraná trabalham com 41 mil alunos e no Brasil são 250 mil com necessidades especiais.

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