Os vereadores da Câmara de Londrina aprovaram um requerimento de moção de apoio ao ex-estagiário de uma construtora de Maringá, que foi demitido após postar textos considerados machistas. A moção, proposta pelo vereador Filipe Barros (PRB), foi compartilhada por ele na rede social Facebook.

Para o parlamentar, a atitude da construtora em demitir o rapaz foi uma forma de censura. “Nos sensibilizamos profundamente com o estagiário que, por exercer o seu direito constitucional de liberdade de expressão nas redes sociais, foi demitido em virtude da pressão de movimentos feministas que não representam a maioria das mulheres desse País”, diz, na moção.

O vereador afirma, ainda, que a constante preocupação com o que é considerado correto, socialmente, tem atrapalhado as relações sociais. “O politicamente correto tem moldado as relações e interferido nas liberdades individuais. Sequer o humor tem sido tolerado. Desejamos, portanto, todo sucesso, virtude e convicção interior ao rapaz. Colocamo-nos à disposição e oferecemos nosso apoio a ele e a todos quantos têm, em nome da tolerância seletiva e de uma pretensa igualdade, a sua liberdade individual censurada e condenada”, diz, em outro trecho.

O texto foi aprovado e a moção, encaminhada ao estudante de engenharia.

Entenda o caso

No início deste mês, o estagiário de uma construtora de Maringá foi demitido após fazer postagens de cunho machista no Facebook. Ele usou as dependências da empresa para tirar fotos e depois colocou na rede social com legendas preconceituosas.

Em umas das postagens, o jovem colocou uma selfie e atrás dele há um caminhão carregado de cimento, com a seguinte legenda: "Procurando alguma Feminista pra ajudar a descarregar..Direitos iguais até chegar a carga de cimento”. Em outra foto, onde o estagiário aparece vendo um papel, ele comenta: "Analisando projeto hidrossanitário da Rede Esgoto por onde vai passar os argumentos das Feministas, Aborteiras, etc…"

Em nota publicada no Facebook, na época, a Cantareira Construtora e Imobiliária afirmou que tomou conhecimento das postagens feitas pelo estagiário e, apesar das fotos terem sido registradas em empreendimentos da empresa, o grupo não compartilha a opinião do jovem, que não faz mais parte do quadro de colaboradores.

O rapaz já foi contratado para estágio em uma empresa de móveis, que, inclusive, parabenizou o vereador autor da moção de apoio pelas redes sociais.

 

Reprodução/ Facebook/ Filipe Barros
Texto condena o que o vereador considera 'censura' e 'convicção interior' ao rapaz

 

Participe e comente