Uma mãe de Sarandi é suspeita de ter vendido o filho por R$ 1.600 a uma família de Maringá. A denúncia foi feita ao Conselho Tutelar de forma anônima e a Polícia Civil investiga o caso. A criança nasceu na segunda-feira (15) e está recolhida em um abrigo.

A história desse caso é complicada, segundo o conselheiro tutelar de Maringá Carlos Bonfim, pois não há ainda não há unidade nas afirmações dos envolvidos.

Na tarde de quinta-feira (18), a unidade do conselho de Sarandi recebeu a denúncia de que a mulher, que tem outros três filhos, teria comercializado o recém-nascido a um casal maringaense. A equipe, então, acionou os conselheiros de Maringá, que descobriram que a criança havia nascido no Hospital Santa Casa e que a mãe deu o endereço de uma casa em Maringá como a residência dela.

Ao chegar no local, a mulher não foi encontrada. “Na casa, havia uma senhora que afirmou que a filha dela teria o contato do casal que estava com a criança. Ela nos passou e conseguimos falar com eles. O rapaz disse que era o pai do menino, mas ao chegar na delegacia, ele alterou a versão e disse que a mãe da criança teria dito que ele era o pai e que ele não sabia se era”, detalha Bonfim.

O conselheiro conta, também, que a companheira do homem acompanhou toda a gravidez da mãe da criança. “Ela ajudou com comida, dinheiro e até se apresentou como tia [do bebê] na Santa Casa e acompanhou o parto.”

A mãe foi encontrada na casa dela, em Sarandi. Ela disse ao Conselho Tutelar que o casal havia sequestrado a criança, fato negado pelos dois maringaenses. “Ela foi levada à delegacia e sustentou a versão do rapto, mas a gente praticamente já descartou essa hipótese, pois ela não procurou a polícia em nenhum momento para registrar o boletim de ocorrências”, relata Carlos Bonfim. Segundo o conselheiro, a vó da criança também teria oferecido ao casal um outro filho, de 1 ano e 6 meses, conforme relato do “comprador”.

O homem disse que fará o exame de DNA para saber se é o pai do bebê e a Polícia Civil vai continuar investigando o caso. Ao O Diário, o conselheiro afirmou que um familiar da mãe disse que irá ao Conselho Tutelar hoje confirmar a negociação da criança, mas, até o final da manhã, ainda não havia se apresentado.

A criança foi recolhida ao Abrigo Municipal de Crianças e Adolescentes em Maringá.

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