A empresa Ambisul, responsável pelo único aterro sanitário de Sarandi, se manifestou em relação à lei municipal sancionada na última segunda-feira (16), proibindo que o aterro receba lixo de outras cidades. Segundo a organização, o veto ao recebimento de resíduos viola leis nacionais.

"A decisão atropela diversas licenças e autorizações emitidas por diferentes instâncias dos poderes públicos, além de desrespeitar a Política Nacional de Resíduos Sólidos e também legislação do próprio Município de Sarandi que autorizava a Ambiental Sul Brasil a operar suas instalações prestando a toda região serviço fundamental à proteção do meio ambiente e com elevado padrão de qualidade", defende a empresa, em nota da assessoria de imprensa.

A Ambisul argumenta, também, que, como qualquer empresa, não pode ser impedida de realizar atividades dentro da lei. Isso porque um dos objetivos da lei sancionada era evitar que a organização participasse da licitação para o novo aterro de Maringá, levando os resíduos da cidade vizinha para Sarandi.

Em nota, a empresa disse que recorrerá da decisão e que buscará indenização pelos prejuízos que vier a sofrer "pela restrição da sua atividade, por rescisão de contratos com terceiros e funcionários, cassação de alvarás e de anuência prévia emitidas recentemente pelo próprio município de Sarandi para ampliação do seu aterro, além de danos morais".

Conforme a empresa, em documento aos vereadores de Sarandi, a decisão de vetar o recebimento de lixo das cidades vizinhas traz prejuízos para o município e região. O texto, assinado também pela Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre), afirma que a lei prejudica a empresa, que terá que dispensar cerca de 25 funcionários, já que não poderá mais receber o lixo de Mandaguaçu, Corumbataí do Sul e Floraí, além de resíduos da Sanepar e outros 32 geradores da região.

"Neste momento, milhares de pessoas e empresas que vivem nos municípios da região estão sendo prejudicadas pela decisão tomada em Sarandi de forma unilateral e ilegal. O município perde também receitas importantes geradas com a plena atividade do aterro sanitário, que recebeu todos os investimentos para a prestação do serviço com segurança e sustentabilidade", finaliza a Ambisul, em nota.

Por meio da assessoria de imprensa, a Prefeitura de Sarandi afirmou que a empresa Ambisul ainda será comunicada formalmente sobre a lei e que, até o momento, a organização não está irregular. A adequação para cumprir a lei terá que ser feita depois do comunicado à empresa.

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