O prefeito de Sarandi, Walter Volpato, sancionou na manhã desta sexta-feira (16) a lei complementar nº 347/2017 que proíbe o aterro sanitário de Sarandi de receber lixo de outras cidades.

O projeto foi encaminhado pelo executivo, no último dia 29, para a Câmara Municipal, após moradores se manifestarem contra o recebimento de lixo de fora. A matéria foi aprovada por unanimidade em primeira e segunda discussão, e agora, após a sanção, será publicada no Diário Oficial.

A Ambisul, responsável pelo aterro, enviou nessa quarta-feira (14) um documento para os vereadores de Sarandi alertando para o prejuízo que a lei trará para o município e região. O texto, assinado também pela Associação Brasileira de Empresas de Tratamento de Resíduos e Efluentes (Abetre), afirma que a lei prejudica a empresa, que terá que dispensar cerca de 25 funcionários, já que não poderá mais receber o lixo de Mandaguaçu, Corumbataí do Sul e Floraí, além de resíduos da Sanepar e outros 32 geradores da região.

A modificação representa para Sarandi a rejeição a compensação financeira prevista pela Constituição do Estado, no caso de cidades que recebem resíduos de fora.

A empresa foi contatada nesta sexta e, por meio de assessoria, afirmou que vai se posicionar oficialmente na próxima semana.

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