O feriado de Corpus Christi foi mais tranquilo nas rodovias estaduais da região de Maringá, neste ano. Na comparação com o ano passado, o número de infrações e de acidentes caiu consideravelmente, conforme o boletim estatístico da 4ª Companhia de Polícia Rodoviária Estadual. Os dados levam em consideração o período em que a Operação Corpus Christi aconteceu, das 14h da quarta-feira (14) até as 23h59 de domingo (18).

A maior redução foi no número de veículos retidos – de 83 em 2016 para 16 neste ano, uma queda de 80,72%. As imagens de radar, com flagrantes de motoristas dirigindo acima do limite de velocidade da via também caíram bastante – foram 331 contra 1.130 no ano passado, que representa redução de 70,71%. As atuações por infrações gerais caíram de 741 para 661.

Também houve 23,68% menos acidentes nas rodovias estaduais: as ocorrências caíram de 38, em 2016, para 29 e o número de feridos também reduziu para 25 – cinco a menos que no ano passado. Em 2016, uma pessoa morreu em acidente e, em 2017, não houve nenhum óbito nos cerca de 4 mil quilômetros fiscalizados pela 4ª Companhia. O número de atropelamentos ficou estável, sem registros nos dois anos.

Dos 922 testes etilométricos realizados pelos policiais rodoviários, apenas dois acusaram que o motorista havia ingerido bebida alcoólica antes de dirigir.

Para o capitão Rodrigo Girotto, os dados deste ano são positivos. "Atribuímos [o sucesso da operação] à ação policial, com a presença ostensiva nas rodovias, com as abordagens, fiscalizações e também ao maior conhecimento por parte do usuário dos riscos de desrespeitar as regras de trânsito", avalia. Segundo ele, o movimento também foi menor nas rodovias. "Aumentou o fluxo nas rodovias neste feriado, mas não tanto como nos outros [feriados do ano]".

O capitão lembra que as equipes reforçam o policiamento para garantir o bem-estar nas rodovias, mas os motoristas têm que fazer a parte deles. "A segurança pública é obrigação do Estado, mas é dever de todos respeitar as leis de trânsito: não beber antes de dirigir, não ultrapassar os limites de velocidade, usar o cinto de segurança etc. A nossa missão [da PRE] é a preservação da vida, mas todo mundo deve fazer a sua parte para garantir a segurança de si e dos outros também", afirma.

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