A 4ª Companhia de Polícia Rodoviária Estadual (PRE) divulgou, nesta segunda-feira (11), o balanço da Operação Independência 2017. Segundo o relatório, a maioria das ocorrências nas estradas estaduais da região aumentou, em comparação com a operação do ano passado. Em 2017, a operação começou às 14h de quarta-feira (6) e terminou às 23h59 de domingo (10). No ano passado, a PRE intensificou a fiscalização por seis dias – um a mais que neste ano.

A maior variação foi do número de flagrantes por excessos de velocidade: foram 358 neste ano, contra 96 do ano passado – um aumento de 272,96%. Conforme o tenente Raffael Cruz, o número de flagrantes foi bem maior porque, em 2016, parte dos radares estava em aferição no período.

Houve aumento de 20,59% no número de acidentes – de 34 em 2016 para 41, em 2017 – e também de mortos e feridos. Foram três mortes em 2017 contra duas no ano passado. Já entre os feridos, a variação foi de 38,24%, com 47 neste ano – 13 a mais que no ano anterior. Neste ano, não houve atropelamentos.

Dos 219 testes etilométricos feitos neste ano, dois apontaram uso de álcool ou outra substância do tipo e em um deles, o condutor estava com a capacidade psicomotora alterada e responderá por crime de trânsito. No ano passado, foram 433 testes e nenhuma autuação.

O número de veículos retidos e de autuações por diversas infrações de trânsito caíram neste ano. A maior queda foi no número de retenções de carros e motos. Foram 27, um número 61,43% menor do que no ano passado. Já as autuações caíram de 579 para 567, uma diferença de 2,07%.

Malha viária maior

De acordo com o tenente Raffael Cruz, neste ano foi celebrado um acordo entre a União e o Paraná, para que cerca de 100 quilômetros da malha viária federal fossem repassados ao Estado. O trecho, segundo a PRE, é o que liga Campo Mourão a Iretama pela PR-468 e também o anel viário de Campo Mourão. "Apenas nesse trecho, aconteceram seis acidentes", afirma o tenente, ao comentar a alta no número de acidentes.

Apesar do aumento de alguns índices, Cruz acredita que a operação ocorreu dentro da normalidade. Para o tenente, tão importante quanto manter o efetivo para rápida intervenção nas estradas é a prevenção. "Deu para manter uma boa operação, tanto na fiscalização quanto na conscientização: antes mesmo de começar a operação, já fizemos a panfletagem, principalmente nos trechos da [concessionária] Viapar, onde tivemos ajuda com as ações". Segundo ele, foi possível manter os padrões dos anos anteriores", diz. "A vida é nosso maior patrimônio", finaliza.

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