Nesta quinta-feira (7), um grupo de moradores e membros de vários setores da comunidade de Sarandi se reúne para discutir a segurança na cidade. Nessa reunião, serão acertados os últimos detalhes sobre a manifestação que acontece a partir de segunda-feira (11), pedindo a remoção de presos da carceragem da Delegacia de Polícia Civil de Sarandi e a demolição da estrutura.

Participarão da reunião representantes da comunidade, das igrejas católica e evangélicas, empresários, a Associação Comercial, proprietários de escolas particulares. Como uma forma de buscar a negociação antes do protesto, também foram convidados o delegado Adão Wagner Loureiro Rodrigues, o prefeito Walter Volpato e o Secretário de Trânsito e Segurança Joel Inglês.

Segundo o advogado José Wlademir Garbuggio, um dos integrantes do movimento pelo fechamento da carceragem, a demanda é antiga e, com a fuga de sete presos na última segunda-feira (4), ficou mais evidente a necessidade da remoção dos presos. "Esse foi um episódio que confirma aquilo que a gente temia acontecer, mas já fomos três vezes na Secretaria de Segurança Pública, em Curitiba, conversamos, levamos abaixo-assinado, e, até agora, nenhum preso foi removido".

Um dos principais motivos que levam a população a temer uma fuga é a localização da delegacia, no centro da cidade. O advogado também afirma que a unidade está superlotada e os detentos vivem em péssimas condições.

Para tentar forçar as negociações, o grupo acampará ao redor do prédio da carceragem a partir das 7h30 de segunda-feira e, conforme Garbuggio, "não tem data para sair de lá". A mobilização popular começa a partir de sexta-feira (8), com carros de som anunciando a medida e convidando a população para acampar também. "Isso é para ver se o governo acena com alguma medida", diz.

A Secretaria de Segurança Pública anunciou que fará a compra de tornozeleiras eletrônicas e que está investindo na construção de novas unidades prisionais, para desafogar as delegacias, mas, para Garbuggio, a medida precisa ser urgente. "Já era para ter tirado os presos de lá", reclama.


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