Fernanda Richa pediu à governadora Cida Borghetti a exoneração do cargo de secretária da Família e Desenvolvimento Social, na tarde de quarta-feira, 8, em Curitiba. Em carta, ela faz um balanço dos sete anos em que esteve à frente da Secretaria de Estado da Família e Desenvolvimento Social (Seds). Destacou ações que fortaleceram as políticas de Assistência Sócia e de Garantias de Direitos da Criança e do Adolescente, da Mulher, da Pessoa Idosa e da Pessoa com Deficiência no Paraná.

"Um legado histórico na gestão pública do Estado", ressaltou no documento. Fernanda também citou os 120 dias em que comandou a pasta na administração de Cida. "Tive a condição de finalizar minha gestão com muita responsabilidade e respeito pelos paranaenses", declarou.

Os resultados de seu trabalho foram traduzidos em números no documento: redução da extrema pobreza em 57,5% e a posição de segundo Estado com menor desigualdade social, conforme apontou o Instituto de Pesquisas Econômicas e Aplicadas (Ipea).

Outro levantamento citado por Fernanda, refere-se ao realizado pelo Instituto Paranaense de Desenvolvimento Econômico e Social (Ipardes) que comprovou que 95% dos municípios paranaenses reduziram o Índice de Vulnerabilidade das Famílias do Paraná (IVF-PRE), entre 2013 e 2017. A ex-secretária ressaltou que, dos 399 municípios do Paraná, 381 apresentaram melhoria nas condições médias de vida, de escolaridade e de acesso ao trabalho e renda.

Os resultados positivos foram alcançados com a evolução do orçamento anual para a assistência social, que era de R$ 190 milhões em 2010, para R$ 421 milhões, em 2017. O aumento foi de 121% em oito anos. Estes foram algumas das realizações citadas por ela.

Fernanda Richa deixou a pasta no momento em que Beto Richa (PSDB) foi confirmado para concorrer ao Senado nas eleições de outubro.


SAINDO. Fernanda Richa comandou a Secretaria de Desenvolvimento Social, se despede e deixa 'legado histórico'. —DIVULGAÇÃO


Participe e comente