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08/03/2010 às 12:43 - Atualizado em 08/03/2010 às 12:54
A pesquisa de campo que vai subsidiar o Estudo de Viabilidade Econômica, Social, Financeira e Ambiental para a implantação do trem de passageiros no trajeto entre Paiçandu e Ibiporã será feita a partir do final deste mês.
A definição do período de execução da pesquisa ocorreu durante reunião técnica realizada no último final de semana no campus da Universidade de Caxias do Sul (UCS), no Rio Grande do Sul. A reunião teve a participação do presidente da Ferroeste, Samuel Gomes, e diretores da Trensurb ¿ Empresa de Trens Urbanos de Porto Alegre e do LabTrans ¿ Laboratório de Transporte e Logística da Universidade Federal de Santa Catarina.
A Trensurb é a empresa do governo federal, vinculada ao Ministério das Cidades, que opera os trens urbanos na grande Porto Alegre. O Labtrans é a instituição federal de pesquisa, integrante da Universidade Federal de Santa Catarina, que coordena os estudos de viabilidade tanto do projeto do trem paranaense como do trem gaúcho.
O objetivo do encontro foi definir os detalhes da pesquisa de campo para a determinação da demanda do Trem da Serra Gaúcha ¿ entre Caxias e Bento Gonçalves ¿ e do Trem Pé-Vermelho, no Paraná.
A primeira pesquisa será feita entre os dias 22 e 27 de março na Serra Gaúcha. Em seguida será realizada no Paraná, envolvendo as 13 cidades que compõem o eixo ferroviário de 140 quilômetros entre Paiçandu, Maringá, Sarandi, Marialva, Mandaguari, Jandaia do Sul, Cambira, Apucarana, Arapongas, Rolândia, Cambé, Londrina e Ibiporã.
Pesquisa
Segundo o presidente da Ferroeste, Samuel Gomes ¿ que coordena o projeto do Trem Pé-Vermelho ¿ o Paraná vai enviar uma equipe para acompanhar o treinamento e a realização da pesquisa no Rio Grande do Sul.
A previsão é de que serão necessários cerca de 250 entrevistadores, que serão treinados em Londrina, Maringá e uma terceira cidade, em três turnos de um mesmo dia.
A estimativa é de que os entrevistadores trabalharão entre três e quatro horas na pesquisa, que será feita não apenas nos pontos de geração de tráfego, como terminais de ônibus e shoppings, mas também embarcada, ou seja, em ônibus urbanos e interurbanos, para aumentar a qualidade da pesquisa.
Os projetos do Paraná e do Rio Grande do Sul foram selecionados através de um programa do governo federal voltado para a reativação dos trens de passageiros no país e receberam, respectivamente, recursos de R$ 400 mil para dar início aos estudos de viabilidade, que foram repassados por intermédio do Ministério dos Transportes, com a interveniência do Ministério das Cidades.
08/03/2010 às 12:43 - Atualizado em 08/03/2010 às 12:54
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