• Protesto contra a destinação do lixo

  • Luiz de Carvalho
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Com nariz de palhaço, faixas, cartazes e palavras de ordem, um grupo de pessoas ocupou o plenário da Câmara de Paiçandu na sessão desta segunda-feira à noite para protestar contra um projeto do Executivo que autoriza o município a pagar pelo envio do lixo produzido pela população para um aterro particular em Sarandi.

O projeto não entrou em votação, mas o presidente da Casa, vereador Carlos César Martins (PDT), garante que ele estará na pauta da próxima segunda-feira.

Quatro dos nove vereadores já se pronunciaram contrários à continuidade do envio do lixo para Sarandi, por considerarem "um desperdício do dinheiro público".

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O petista Valdir da Fonseca, por exemplo, justifica a posição dele pelo fato de que só neste ano Paiçandu terá que pagar em torno de R$ 1 milhão ao aterro particular da Ambiental Sul (Ambisul), gasto que terá que se repetir nos próximos anos, porque o município continua sem aterro sanitário.

"Desde o ano passado foi apresentado à prefeitura o projeto de uma usina de lixo elaborado por professores da Universidade Estadual de Maringá (UEM), que custaria R$ 800 mil e seria uma solução por muitos anos, mesmo assim a prefeitura prefere pagar caro para levar o lixo para outra cidade", alega.

Pessoas que compareceram ao protesto na Câmara reclamaram que estão sentindo no bolso o fato de a prefeitura optar por levar o lixo para Sarandi ao custo de R$ 84 a tonelada e transporte feito pelos caminhões da própria prefeitura. Com essa opção, cada contribuinte terá que pagar uma taxa de R$ 11,90 por mês.

Oposição diz que usina no lixão custaria R$ 800 mil e solucionaria o problema por muitos anos

Na segunda-feira

"Autorizando ou não a ida do lixo para Sarandi, vamos encerrar esse assunto na sessão de segunda-feira", garantiu o presidente da Câmara.

Segundo ele, o projeto já foi analisado na Comissão de Justiça e Redação e está pronto para ir a plenário, apesar de alguns vereadores criticarem o fato de a prefeitura colocar no mesmo projeto o pedido de autorização para liberar recursos para a aquisição de medicamentos para o Hospital Municipal, compra de alimentos para creches e escolas municipais e recursos para recapeamento.

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