• Sarandi parcela dívida e voltará a ter Samu

  • Luiz de Carvalho
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Os moradores de Sarandi voltarão a contar com o Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), suspenso há quase dois meses, após a prefeitura deixar de efetuar os pagamentos previstos no contrato com a Secretaria de Estado da Saúde e as prefeituras de Maringá e Paiçandu. Sarandi propôs pagar em parcelas a dívida de R$ 230 mil acumulada nos últimos dois anos. O serviço será restabelecido assim que for feito o primeiro pagamento.

Os atendimentos de urgência e emergência a Sarandi equivaliam a cerca de um terço de todos feitos pelas ambulâncias do Samu durante o dia. Desde a suspensão dos serviços, o socorro passou a ser feito por ambulâncias da prefeitura.

Segundo o prefeito Carlos Alberto de Paula (PDT), a solução temporária está longe de substituir à altura o trabalho dos socorristas do Samu, tanto pela experiência e estrutura do grupo, quanto pela possibilidade de garantir atendimento emergencial nos hospitais.

De acordo com o prefeito, os pagamentos deixaram de ser efetuados no início de 2009. "Quando assumi [a prefeitura], há um ano, o valor acumulado já era grande", justifica.

 

Arquivo DNP

Sarandi responde por quase um terço da demanda do Samu

 

Quando houve a decisão do Conselho Municipal de Saúde de Maringá, Secretaria Municipal de Saúde e 15ª Regional de Saúde, de parar o atendimento a Sarandi, De Paula propôs saldar a dívida acumulada durante sua administração, o que não foi aceito pelas outras partes, que exigiram de Sarandi o pagamento referente aos últimos dois anos.

"Estamos falando em dinheiro público e em um contrato que envolve várias partes, portanto não se pode simplesmente permitir que uma dessas partes deixe de cumprir o combinado", diz o presidente do Conselho Municipal de Saúde de Maringá, Carlos Roberto Rodrigues.

Segundo ele, chegou-se a um entendimento quando De Paula aceitou pagar a dívida. Para que a população de Sarandi não seja prejudicada, foi aceito que a dívida seja paga em parcelas e, ao mesmo tempo, a prefeitura pagará os R$ 9 mil mensais do contrato.

De acordo com Rodrigues, o governo estadual estuda mudanças nas parcerias com as prefeituras e tão logo elas sejam definidas e o município de Sarandi faça o primeiro pagamento, os atendimentos de urgência e emergência serão retomados.

 

Paiçandu sem
Paiçandu vai continuar sem atendimento pelas ambulâncias e socorristas do Samu. O contrato foi rompido por falta de pagamento pela prefeitura e não foi demostrado interesse em restabelecer a parceria.

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