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12/01/2012 às 13:59 - Atualizado em 12/01/2012 às 20:19
O corte de árvores da área central de Astorga gerou polêmica, que começou nas ruas, invadiu as redes sociais na internet e poderá tornar-se combustível na campanha eleitoral que se aproxima. A prefeitura esclarece que o corte faz parte de um projeto de revitalização da área central, foi acordado com comerciantes, debatido em audiência pública e devidamente autorizado pelos órgãos ambientais, como o Instituto Ambiental do Paraná (IAP).
Divulgação
A foto, retirada de um blog do estudante Cesar Barbeiro
Júnir, mostra a derrubada das árvores
O estudante universitário Orlando Cesar Barbeiro Júnior manifestou sua indignação citando que "as árvores já estavam lá antes mesmo de Astorga existir", forneceram sua sombra a todas as gerações e "enfeitaram a cidade desde antes de a maioria de nós termos nascido".
Alguns membros da organização não governamental Sociedade em Defesa da Ecologia e Meio Ambiente (Sodema) coletaram assinaturas de pessoas que se indignaram com o corte na tentativa de demover a prefeitura de continuar a derrubada, mas não chegou a qualquer resultado.
Ontem o prefeito Bega esclareceu que a retirada de 82 tipuanas dos canteiros centrais das avenidas do centro obedece a decisões dos órgãos técnicos e de planejamento que reconhecem que a espécie é inapropriada para arborização de ruas. "A escolha e o plantio não tiveram um projeto, a localização não é adequada".
De acordo com o prefeito, após discussões com a Associação Comercial foi decidida a execução de um projeto de revitalização das avenidas Manoel Ribas e Presidente Getúlio Vargas, que inclui a padronização das calçadas, recape asfáltico e a substituição das tipuanas por espécies que comprovadamente são mais adequadas para a arborização urbana. Desde junho do ano passado foi realizada audiência pública para debater o projeto e a prefeitura fez uma consulta ao IAP, obtendo autorização para retirar as tipuanas.
Ivan Amorin
Árvores foram retiradas da região central de Astorga
"As 82 árvores do canteiro central serão substituídas por 86 mudas da espécie Cassia Manduirana, árvore de porte baixo, que pode atingir de seis a oito metros de altura, cuja copa densa favorece o estabelecimento de microclima, tem crescimento rápido e bom aspecto ornamental, com flores amarelas que surgem entre os meses de dezembro e abril".
O prefeito diz que as manifestações contrárias que estão acontecendo geralmente atendem a interesses políticos, exacerbadas pelo fato de este ser ano de eleições.
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12/01/2012 às 13:59 - Atualizado em 12/01/2012 às 20:19
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